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terça-feira, 17 de julho de 2012

Preconceito e discriminação: dois conceitos DIFERENTES!

Hoje em dia, é fácil você topar com situações (revoltantes, diga-se de passagem), onde determinados "tipos" de pessoas (judeus, gays, nordestinos, mulheres, negros, etc.) sofrem algumaas situações vexatórias ou, pelo menos, são injuriados simplesmente por causa de seu "tipo" ou "opção". A primeira coisa que as pessoas, horrorizadas, falam acerca disto sempre carrega a palavra "preconceito" na frase:

"Ah, que absurdo! Preconceito!"
"Não devemos ter preconceito contra ninguém"

E coisas do tipo. Entretanto, eu pretendo corrigir algumas falhas frequentes que as pessoas fazem em relação a isso. A primeira:

1) Preconceito não é o que vocês pensam!!!

"Opa, peraí, senhor autor, quer dizer que o senhor vai defender estes malditos preconceituosos e (insira palavrões aqui)???!!!"

De jeito nenhum. Meu artigo vai deixar claro que a posição cristã (e, claro, a MINHA posição) são contra atitudes deste tipo. Porém, o meu ponto neste primeiro trecho do meu artigo é explicar que as pessoas entendem errado o que significa a palavra preconceito. Aliás, em NENHUM destes casos o problema é o preconceito!!!!

Aliás, o que é preconceito? É fácil entender, basta ver como a palavra é formada: "pré" + "conceito" = o que vem antes do conceito. Ou seja, "conceito prévio". Como assim? Explicando em termos, seria um conceito prévio que você tem acerca de alguém ou de alguma coisa!

Eu andei vendo o dicionário Michaelis e a primeira definição dele acerca de "preconceito" se enquadra perfeitamente. Ele diz: "Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados". Ou seja, você não conhece direito a pessoa ou a coisa e forma uma opinião sobre ela, uma opinião, geralmente, infundada. Sim, pode ser uma coisa também, não precisa necessariamente ser "gente". Por exemplo:

Você nunca viu comida japonesa na sua vida. Você chega num restaurante japonês, a convite de um amigo, olha pra todos aqueles pratos e... gera um preconceito sobre eles!!! Você não tem ainda um conhecimento adequado, mas sua mente, por padrão, julga aquilo que você vê, então a sua tendência normal é criar um conhecimento e um conceito (um preconceito) acerca desta comida baseado em seus conceitos anteriores (e, até, em outros preconceitos). Um preconceito típico seria o seguinte:

"O que, peixe cru?? Argh, deve ser horrível!"

Afinal, o "cru" geralmente é associado ao mal cozido, que, convenhamos, não abre muito o apetite de muita gente. Assim sendo, a pessoa, sem sequer ter colocado o sushi na boca, gera um preconceito que provavelmente fará com que ela nunca prove um sushi em toda a sua vida. Aí, vamos supor que você resolveu repensar seu preconceito e experimentar o sushi, pra ver se ele é aquilo que você pensa. Você prova e.. nossa, não era aquilo que você pensava! Aré que é gostoso.. Você, então, adquire um conhecimento adequado sobre o sushi e seu preconceito vai embora... Mas, antes, ele existiu, e isto é inevitável..

Sim, inevitável. A tendência do ser humano é julgar tudo o que vê baseado em seus conceitos e preconceitos, muitas vezes, gerando outros preconceitos. No nosso exemplo, foi um preconceito ruim acerca de um sushi. Mas poderia ser bom. Por exemplo, suponhamos que você viu um bolo de casamento. Você adora bolo, vê aquele bolo todo enfeitado, bonito e já fica com água na boca. Você fica ansioso e acha que aquele bolo vai ser delicioso (mas você não o provou ainda)! Ou seja, você gerou um preconceito positivo sobre o bolo. Mas, aí você prova o bolo e vê que o mesmo é enjoado.. E você percebe que seu preconceito, embora bom, estava errado... E, obviamente, você adquire o conhecimento e pode julgar adequadamente o bolo, já que o provou. É assim com objetos.. e é assim com humanos também!

Com isso, podemos chegar a algumas conclusões:

a) Preconceito pode ser bom ou ruim. Ou seja, o preconceito, em si, não é errado, depende de qual preconceito você pensou/
b) É padrão dos ser humanos gerar preconceitos;
c) Preconceitos são julgamentos e pensamentos INTERNOS das pessoas.

Assim, vamos usar agora uma abordagem com humanos: vamos supor que você tem um preconceito com judeus. Você não conhece nenhum, mas conhece o que a Bíblia diz sobre como os judeus (ops, alguns judeus, pra ser justo) entregaram Jesus pra ser crucificado. Somente isso já causa um impacto em você e você pensa: "Poxa, estes judeus devem ser muito malvados de terem feito isso". E, assim, de repente vai surgindo um preconceito na sua cabeça de que judeus são pessoas ruins.

Entretanto, até agora, você apenas PENSOU isso. Você apenas gerou um preconceito. Até aqui, não passa de um conceito (errado, mas ainda um conceito) criado pela sua cabeça baseado no que voce sabe. Vamos, agora, mostrar o lado errado que as pessoas condenam, mas associam ao preconceito... O vilão, na verdade, é a..

2) Discriminação!!!

Sim, amigos, discriminação. Vamos definir a palavra? Discriminação significa, segundo o dicionário Michaelis, "Tratar de modo preferencial, geralmente com prejuízo para uma das partes.". Ou seja, por exemplo, você tinha aquele preconceito com judeus, até agora estava quieto. Mas, um dia, chegou um judeu no seu local de trabalho. Você, enfurecido, começou a infamar ele, baseado em seus preconceitos, comentando o quanto "aquele judeu" seria uma má influência, o quanto não ia com a cara dele ou, até, pior, você abordou o pobre sujeito de forma ofensiva, xingando e agredindo ele verbalmente. Agora, o que temos aqui? Aquele preconceito que você tinha foi.. externado. Ele foi trazido à tona por você na forma de uma DISCRIMINAÇÃO. Você tratou mal o pobre judeu, que sequer havia se pronunciado até este momento, e discriminou ele. O tratou de "modo preferencial", só que um "preferencial ruim". Apenas por ele ser judeu. Voce não contemplou nenhuma real atitude do judeu, nem ouviu relatos de pessoas que o conhecem de perto, para saber alguma coisa sobre ele. Nisto, meu caro, você errou contra o pobre judeu.


E eis que agora podemos corrigir a falha das pessoas. Sabemos, agora, que preconceito é algo normal e que pode ser bom ou ruim. Sabemos que, um preconceito guardado pra si não machuca ninguém. E sabemos que um preconceito ruim, quando é externado, pode gerar discriminação. E é isso que devemos combater. Porque, se Jesus não cometia discriminação, porque NÓS deveríamos fazê-lo?


Deus sabe de todas as coisas. Ele vê todo ser humano apenas como um ser humano pecador, carente da salvação. Nada mais. Idioma falado, sotaque, nacionalidade, modo de se vestir, opinião, credo, nada disso ele vê como algo que torne as pessoas melhores ou piores umas das outras. Apenas o ser humano e suas atitudes para com Ele e para com o seu próximo é que contam. Se você ama a Deus, obedecendo os seus mandamentos (os quais são BONS pra você a a humanidade), e ama ao seu próximo, não importa o que você é, Deus quer ser seu pai. Basta só que você aceite Ele como seu Senhor e Salvador. Veja o que a Bíblia fala sobre o que Deus pensa sobre as "diferenças":


"E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas". Atos 10:34

"Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas". Deuteronômio 10:17

Fora outros versículos que eu não encontrei no momento...

Enfim, o foco deste artigo é este (vai aí o resumão, pra quem se perdeu neste muro de textos.. heheeh):

1) Preconceito e discriminação são conceitos totalmente diferentes. Enquanto o preconceito pode ser bom ou ruim e é apenas um conceito que se tem sobre algo ou alguém, a discriminação envolve um ato (geralmente errôneo) contra algum tipo de pessoa ou coisa. O que é errado é a discriminação, e não o preconceito, pois todos têm preconceitos em suas mentes!
2) Deus não tem preconceitos, já que sabe todas as coisas. Ele não tem discriminação, pois ama a todos por igual. Tudo o que precisa ser feito é aceitar a Ele como Senhor e Salvador e seu "tipo" de pessoa não importará para ele. E o que for errado nas suas atitudes Ele irá ajudá-lo a corrigir!

É isso. Espero que este texto sirva de edificação pra alguém. Aproveitando o foco deste texto, pretendo continuar este assunto, desta vez focando no termo "homofobia" e o quão errôneamente ele é utilizado (principalmente contra cristãos)! ;)