O enfoque deste blog sempre será defender a Palavra de Deus de toda a e e qualquer heresia contra ela, pois as heresias prejudicam o Evangelho, desviando o cristão de seu foco em Cristo e gerando empecilhos na nossa vida cristã, além de causar prejuízos na vida de pessoas descrentes que passam a ter uma visão errada do Evangelho e reagem mal a ele. Assim sendo, o Calvinismo, doutrina que há séculos tem permeado a igreja, tem se revelado como uma heresia sem tamanho e eu tenho constatado cada vez mais que esta doutrina é INCOMPATÍVEL com a Bíblia e com o perfil de um verdadeiro cristão, além de afetar negativamente a imagem boa de Deus. Como tal, deve ser combatido.
Começando minha jornada contra esta doutrina perigosa, minha arma é sempre a mesma: interpretação da Bíblia com bom senso e inteligência. Estas são as armas que o Espírito Santo nos dá e devemos usar e abusar dela sempre que possível. Enfim, vamos ao artigo:
Um dos pontos fortes do Calvinismo é defender que Deus "elegeu" seus salvos desde a fundação do mundo e esta eleição é incondicional e imutável. Inclusive, eu diria que este é o ponto central do calvinismo. Sem ele, o calvinismo não é nada. Para mim, e vários outros, é evidente que a eleição existe, sim, na Bíblia, mas nunca se refere a eleição para a salvação, e, sim, eleição para outras finalidades. Como o calvinismo defende a eleição prévia e imutável de Deus, logo automaticamente o livre arbítrio do ser humano é anulado e o homem é incapaz de escolher seu próprio destino. Mas, felizmente, a Bíblia é contundente em afirmar a responsabilidade do homem em seu destino futuro e um dos textos mais fortes contra isso é o capítulo 18 de Ezequiel!
Por isso, farei uma análise trecho a trecho do capítulo, mostrando a vocês como o livre arbítrio de Deus se manifesta a cada versículo deste capitulo impressionante.
Qualquer coisa, para referência, esta versão do capítulo se encontra disponível na Bíblia Online neste link: https://www.bibliaonline.com.br/acf/ez/18
"E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Que
pensais, vós, os que usais esta parábola sobre a terra de Israel,
dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se
embotaram?
Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que nunca mais direis esta parábola em Israel.
Eis
que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a
alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá."
Deus inicia citando uma parábola, um ditado que os israelitas utilizavam: "Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se
embotaram". Ditado interessante que ilustra a doutrina de que os pais transferem os seus pecados para seus filhos. No caso do ditado, o pai suja os dentes ao comer as uvas, mas os filhos, que não comeram aquelas uvas, sofrem também a consequência em seus dentes. Bem estranho, né? Mas era nisso que eles acreditavam e o próprio Deus, utilizando seu profeta Ezequiel, vem para NEGAR esta doutrina enganosa!
Deus
explica CLARAMENTE aqui que QUEM PECA, morre. Ou seja, a responsabilidade do
pecado é PESSOAL, você não herda pecado, nem culpa, pelo que seu pai fez,
vc é punido pelo que VOCÊ FAZ. Isto é indício de livre arbítrio e é
evidência CONTRA a total depravação do homem (homens não herdam natureza
depravada de Adão coisa nenhuma).. Mas isto fica para um outro artigo..
"Sendo, pois, o homem justo, e praticando juízo e justiça,
Não
comendo sobre os montes, nem levantando os seus olhos para os ídolos da
casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se
chegando à mulher na sua separação,
Não oprimindo a ninguém, tornando ao devedor o seu penhor, não roubando, dando o seu pão ao faminto, e cobrindo ao nu com roupa,
Não
dando o seu dinheiro à usura, e não recebendo demais, desviando a sua
mão da injustiça, e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem;
Andando
nos meus estatutos, e guardando os meus juízos, e procedendo segundo a
verdade, o tal justo certamente viverá, diz o Senhor DEUS."
Em suma, se o homem FAZ estas coisas BOAS, ele viverá. Não há nada falando aqui que ele faz estas coisas porque foi eleito.
"E se ele gerar um filho ladrão, derramador de sangue, que fizer a seu irmão qualquer destas coisas;
E não cumprir todos aqueles deveres, mas antes comer sobre os montes, e contaminar a mulher de seu próximo,
Oprimir
ao pobre e necessitado, praticar roubos, não tornar o penhor, e
levantar os seus olhos para os ídolos, e cometer abominação,
E
emprestar com usura, e receber demais, porventura viverá? Não viverá.
Todas estas abominações ele fez, certamente morrerá; o seu sangue será
sobre ele."
E o oposto do outro caso: o que faz as
coisas RUINS morre em SEU pecado. Repare que em ambos os casos a
responsabilidade é pessoal e cada um decidiu fazer o que fez.
"E eis que também, se ele gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez e, vendo-os, não cometer coisas semelhantes,"
Agora vejam isso aqui! O pecador, citado anteriormente, gerou um filho, o filho OLHOU pro pecado do pai e
decidiu não cometer baseado na experiência de seu pai. Quer evidência de livre arbítrio maior do que esta? Mas ainda tem mais!
"Não
comer sobre os montes, e não levantar os seus olhos para os ídolos da
casa de Israel, e não contaminar a mulher de seu próximo,
E não oprimir a ninguém, e não retiver o penhor, e não roubar, der o seu pão ao faminto, e cobrir ao nu com roupa,
Desviar
do pobre a sua mão, não receber usura e juros, cumprir os meus juízos, e
andar nos meus estatutos, o tal não morrerá pela iniqüidade de seu pai;
certamente viverá."
Repetição do destino de quem resolveu fazer o bem.
"Seu
pai, porque praticou a extorsão, roubou os bens do irmão, e fez o que
não era bom no meio de seu povo, eis que ele morrerá pela sua
iniqüidade."
Ele morrerá pela SUA INIQUIDADE. Pela sua escolha de pecado..
"Mas
dizeis: Por que não levará o filho a iniqüidade do pai? Porque o filho
procedeu com retidão e justiça, e guardou todos os meus estatutos, e os
praticou, por isso certamente viverá."
E o filho não leva a culpa do pai. Conforme já foi defendido acima.
"A
alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai,
nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre
ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele."
E aqui a
constatação simples: cada um paga pelos seus atos, sejam bons ou ruins.
Não há NADA aqui deixando a entender que estas pessoas são eleitas ou
não. Do contrário, Deus estaria brincando com eles e mentindo, já que o
"deus calvinista" determina quem é salvo ou não (através da eleição incondicional, citada no inicio do artigo), então seria inútil Deus
dizer tudo isso, não?
"Mas se o ímpio se
converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus
estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não
morrerá."
Olhem só que interessante: o ímpio, que era descrito
antes como CONDENADO e digno de morte, decidiu se converter. O que Deus
diz? Ele VIVERÁ (Nínive e Jonas te lembram alguma coisa? Posso escrever sobre isso no futuro também, quem sabe)
"De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá.
Desejaria
eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não
desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?"
E
aqui a misericórdia e o amor do Deus VERDADEIRO se manifesta. E nada de
eleição aqui, inclusive qualquer sintoma de eleição desqualificaria
Deus como alguém que "não deseja a morte do ímpio, mas deseja que ele se
CONVERTA e VIVA"
"Mas, desviando-se o justo da sua
justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações
que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver
feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no
seu pecado com que pecou, neles morrerá."
E agora?? O justo, que iria VIVER, decidiu fazer o mau. O destino dele? A morte.
Ele era JUSTO, então, ele seria um "eleito", conforme o calvinismo. Mas
Deus está deixando claro que ele ERA e não é mais e que suas justiças de
antes são anuladas pelo seu PECADO e ele cai da posição de justo para
INJUSTO!
"Dizeis,
porém: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi agora, ó casa de Israel:
Porventura não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos
tortuosos?"
DE NOVO, Deus enfatiza que o erro está NO HOMEM, o homem que decide ir por caminhos tortuosos!
"Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniqüidade, morrerá por ela; na iniqüidade, que cometeu, morrerá.
Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida."
Aqui
o livre arbítrio na sua forma mais pura: o justo pode optar por se
desviar e o injusto pode optar por tentar ser justo. E, obviamente, o
inverso se aplica.
"Pois que reconsidera, e se converte de todas as suas transgressões que cometeu; certamente viverá, não morrerá."
"Pois
que RECONSIDERA".. O pecador viu suas falhas, RECONSIDEROU e mudou sua
atitude. E Deus o congratula por isso! Este, sim, é o Deus VERDADEIRO da
Bíblia;
"Contudo, diz a casa de Israel: O caminho
do Senhor não é direito. Porventura não são direitos os meus caminhos, ó
casa de Israel? E não são tortuosos os vossos caminhos?
Portanto,
eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel,
diz o Senhor DEUS. Tornai-vos, e convertei-vos de todas as vossas
transgressões, e a iniqüidade não vos servirá de tropeço.
Lançai
de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e
fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão
morreríeis, ó casa de Israel?"
E Deus EXORTA o povo a
MUDAR seus caminhos.. Porque Deus faria isso se eles fossem meros
eleitos? É justo você afirmar que um ser humano exorte um não-eleito a ser
justo, porque não tem como vc discernir se o evangelizado é eleito ou
não, mas o próprio Deus que SUPOSTAMENTE elegeu todos??? Porque Deus iria exortar pessoas a se converterem se elas não fossem capazes de fazerem isso após serem exortadas por Deus? Isso é livre arbítrio de forma gritante e um tapa na cara da eleição incondicional e imutável. Quer prova maior do que isso? Calma, aí vem o "grand finale"
"Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei."
Ezequiel 18:1-32
E
Deus repete sua frase de plena misericórdia, PROVANDO que não é ELE que
determina a realização de maldades do ímpio, e, sim, o próprio ímpio!
O que concluímos com isso? Que Deus deseja que TODO ser humano se converta e viva, que Deus constantemente exorta as pessoas a mudarem sua conduta e se converterem de seus maus caminhos e que Deus pune com justiça a todos aqueles que optem, pelo seu livre arbítrio, a serem justos ou injustos. Quando olhamos pra Jesus, esta doutrina se completa, pois Jesus já sofreu a condenação por nós por todos os nossos pecados, então basta que nos arrependamos de nossos pecados e nos voltemos para Cristo e este ato de justiça irá nos salvar enquanto nos mantivermos firmes na justiça de Cristo. Eu poderei discorrer sobre isso de forma mais detalhada em outro artigo, mas que fique, por ora, a lição de que Deus nos deu livre arbítrio porque Deus nos AMA e Deus é JUSTO em nos recompensar de acordo com o que fizermos ou tentarmos fazer, e que Deus não escolhe alguém baseado em mera eleição incondicional para depois recompensar o que Ele escolheu para ser bom (não teve mérito algum em ser bom) e punir o que Ele escolheu para ser mau (não teve culpa alguma voluntária de ser mau). Fiquem com Deus e espero que este artigo abra seus olhos para a verdade do Evangelho! :)
Este blog é destinado a postar textos de minha autoria (ou da autoria de terceiros) a respeito de assuntos cristãos em geral. Sou uma pessoa simples, sujeita a erros como todo mundo, então sinta-se livre para opinar, contanto que mantenha a compostura e o respeito! :) Quaisquer dúvidas acerca do site ou acerca dos artigos, pode me mandar mensagem através de comentário em qualquer artigo! Desde já, agradeço sua visita! Paz do Senhor! :D
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Dízimo financeiro NÃO É instituído pela Bíblia
Como um bom cristão "bereano", meu blog sempre esteve (e continua estando) a serviço da VERDADE da Bíblia, e não invencionices ou crendices sem fundamento de outros sobre ela. É papel de TODO cristão julgar as doutrinas que se falam de acordo com a Bíblia e a reta justiça usando nosso temor ao Senhor e nosso RACIOCÍNIO LÓGICO.
Eu já tinha colocado um texto de outro site sobre esta heresia chamado "dízimo financeiro". Sim, HERESIA, pois a Bíblia fala de um dízimo completamente diferente do que é ensinado nas igrejas. Não, não me venha com Malaquias 3:10, pois este texto pede um dízimo, mas não especifica se é financeiro e não afirma que é pra igreja, e, sim, para Israel. Logo abaixo, estou citando TRÊS objeções fortes contra o dízimo financeiro pregado pelas igrejas de hoje. Se vc acha que estou errado, refute CADA ponto, do contrário, não conseguiu desprovar o que eu disse. Enfim, vamos às três objeções:
1) Templos físicos não foram instituídos por Cristo:
Jesus NUNCA fundou nenhuma "igreja de concreto", apenas uma única Igreja, a Igreja Invisível, composta de homens e mulheres de todos os credos e raças espalhados por todo o mundo. ESTA É a Igreja de Cristo! A Bíblia nunca ensinou a construir templos, consequentemente se valer do argumento de que "ah, tem conta de água e luz, etc." não cola, porque Jesus nunca ordenou isto! Só existia UM templo físico que foi instituído por Deus, que era o templo de Jerusalém, mas MESMO ESTE TEMPLO foi destruído e Jesus profetizou sua destruição:
"Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada". Mateus 24:2
E, pior, ao falar com a mulher samaritana, ela disse pra Jesus que:
"Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar". João 4:20
Ao que Jesus respondeu:
"Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." João 4:21-24
Dizendo isto, Jesus desvinculou a adoração a Ele de qualquer instituição física e, sim, a um desejo sincero de coração. A tendência de construir templos é puramente HUMANA, NÃO É HERESIA, ou seja, não estou afirmando que os templos CRISTÃOS que existem por aí (batista, assembleia, metodista, etc.) são HERESIAS, mas, sim, que não fazem parte do plano original de Jesus Cristo na Bíblia. Consequentemente, utilizar-se de dízimo para pagar custos que a Bíblia nunca ordenou que existissem (sem templo físico, não tem conta de luz, por exemplo) não COLA.
Assim, esta é a primeira objeção contra o dízimo financeiro: "Templos físicos não foram instituídos por Cristo, portanto, usar seus custos como argumento não é argumento a favor do dízimo"
2) O dízimo faz parte da Lei de Moisés, e não da Graça:
O dízimo era uma ordenança da LEI de Moisés, lei esta ABOLIDA pela Lei da Graça. Quem segue a Lei, tem que seguir TUDO, conforme esta referência na Bíblia:
"Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei." Tiago 2:10,11
Assim sendo, se vc segue dízimo, também tem que guardar sábado, se circuncidar, etc., porque a LEI é uma só e não pode ser praticada apenas em parte, tem que ser TUDO. Mas nenhum cristão deve seguir a Lei, nós somos justificados pela Graça, logo, o dízimo não se aplica a nós, por ser ordenança da Lei, conforme escrito em vários trechos do Novo Testamento, dentre os quais estes:
"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça." Gálatas 5:1-5
Assim sendo, temos a segunda objeção contra o dízimo financeiro: "O dízimo faz parte da Lei de Moisés, mas todo cristão deverá seguir a Graça, e não a Lei, pois a Lei foi abolida em Cristo"
3) Mesmo o dízimo ensinado pela Lei de Moisés NUNCA foi financeiro e funciona muito diferente do pregado pelas igrejas:
E mesmo que você consiga provar que algumas coisas da lei, como o dízimo, devem ser seguidas pelos cristãos (o que eu duvido), ainda há o problema de que o dízimo foi instituído como sendo:
a) 10% de suas colheitas, ANO A ANO, onde a pessoa que dizima ia pra Jerusalém e COMIA seu dízimo na presença do Senhor. Sim, ele não dava o dízimo pra ninguém, ele desfrutava do seu dízimo. A "OFERTA" a Deus era vc ir a Jerusalém e consagrar seus 10% na presença do Senhor, não dar pra quem quer que seja. Duvida disso? Aqui, oh:
"Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o Senhor teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa;" Deuteronômio 14:22-26
A referência não cita Jerusalém ainda pois Jerusalém só foi conquistada depois, na época de Davi. Jerusalém é citada aqui como sendo "no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome". Assim sendo, o ISRAELITA recolhia seus 10%, viajava a Jerusalém e COMIA estes 10% ele mesmo e sua família. A finalidade disso: "para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias". Além disso, se o israelita morasse muito longe, ele podia VENDER seus 10%, viajar pra Jerusalém, e comprar TUDO O QUE ELE DESEJASSE de comida! E aí ele COME tudo e se alegra com sua família na presença de Deus.
Ou seja, o dízimo era um momento de consagração das primícias da colheita do israelita. E Deus queria que consagrasse as primícias fazendo o que vc faz com comida: COMENDO. Não dando pra alguém. Assim sendo, mesmo que a pessoa entenda que, hoje em dia, isso seria dinheiro (o que é ilogico, pois já nesta época existia dinheiro), o dinheiro deveria ser desfrutado pelo DIZIMISTA para comprar algo que alegrasse a sua ALMA. Deus estava interessado em duas coisas aqui, apenas: a demonstração de fidelidade a Deus e a alegria da alma do dizimista. MUITO diferente do que é pregado hoje em dia...
b) A cada TRÊS ANOS, você, ao invés de comer o seu dízimo, dava o mesmo aos LEVITAS, ao órfão, a viúva e o estrangeiro! A CADA TRÊS ANOS e não era pra pastor nenhum. Era pro sustento do levita que NÃO TINHA SALÁRIO, não tinha CASA, nem HERDADE, etc.
"Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem" Deuteronômio 14:27-29
Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem; Deuteronômio 26:12
A cada TRÊS anos, o dízimo funcionava um pouco diferente. Ao invés de consumir o dízimo, o dizimista ia até o levita e deixava lá seus 10% dos frutos da Terra. Aí, comiam destes 10%: o levita, o ÓRFÃO, a VIÚVA e o ESTRANGEIRO. Porque isso? "Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo". O levita era um descendente da tribo de Levi, conforme a referência abaixo:
"Este é o ofício dos levitas: Da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão, para fazerem o serviço no ministério da tenda da congregação; Mas desde a idade de cinqüenta anos sairão do serviço deste ministério, e nunca mais servirão;" Números 8:24,25
Assim sendo, mesmo que o dízimo seja aplicado hoje em dia, somente O LEVITA, conforme descrito acima pela PALAVRA DE DEUS, é digno deste dízimo. SOMENTE ELE, A VIÚVA, O ÓRFÃO e O ESTRANGEIRO. Ou seja, não tem brecha aqui pra interpretações alternativas que favoreçam a cobrança de dízimo.
Assim, temos a terceira objeção contra o dízimo financeiro: "O dízimo pregado pela Bíblia é totalmente DIFERENTE do dízimo pregado pelas igrejas e NÃO é financeiro".
Ou seja, chegamos à conclusão de que o dízimo financeiro, cobrado pelas igrejas, é anti-bíblico e uma HERESIA. E agora Malaquias 3:10 faz MAIS SENTIDO:
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes". Malaquias 3:10
MANTIMENTO NA MINHA CASA = comida. Comidas para os levitas que moram no templo. Senão, eles passam fome;
ABRIR AS JANELAS DO CÉU, E NÃO DERRAMAR SOBRE VÓS UMA BENÇÃO TAL = chuvas abundantes para a colheira. Sem chuva, a colheita não cresce;
UMA BENÇÃO TAL QUE NÃO HAJA LUGAR SUFICIENTE PARA A RECOLHERDES: colheita abundante, resultante das chuvas abundantes.
Pronto, dízimo financeiro totalmente refutado. Se vc acredita que a interpretação apresentada por mim está ERRADA, mostre na Bíblia isto, pois, sem Bíblia, não vale como regra de prática para o cristão. Sejamos "bereanos" verifiquemos o que a Bíblia realmente diz e não acreditemos em coisas inventadas pelo homem. Só uma coisa: se qualquer igreja de Deus, mesmo templo físico, for obra de Deus, ela deverá ser sustentada por OFERTAS VOLUNTÁRIAS (Estas, sim, previstas na Bíblia) e não deverá haver NENHUMA FORÇAÇÃO em cobrar elas. NENHUMA MESMO. Vc não será mais abençoado se ofertar. E, acredite: a obra de Deus se mantém em pé, então tenho CONVICÇÃO que qualquer obra de Deus receberá suprimentos de Deus: pessoas serão tocadas e a obra se manterá. Então, sem necessidade de forçação. Paz do Senhor! :)
1) Templos físicos não foram instituídos por Cristo:
Jesus NUNCA fundou nenhuma "igreja de concreto", apenas uma única Igreja, a Igreja Invisível, composta de homens e mulheres de todos os credos e raças espalhados por todo o mundo. ESTA É a Igreja de Cristo! A Bíblia nunca ensinou a construir templos, consequentemente se valer do argumento de que "ah, tem conta de água e luz, etc." não cola, porque Jesus nunca ordenou isto! Só existia UM templo físico que foi instituído por Deus, que era o templo de Jerusalém, mas MESMO ESTE TEMPLO foi destruído e Jesus profetizou sua destruição:
"Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada". Mateus 24:2
E, pior, ao falar com a mulher samaritana, ela disse pra Jesus que:
"Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar". João 4:20
Ao que Jesus respondeu:
"Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." João 4:21-24
Dizendo isto, Jesus desvinculou a adoração a Ele de qualquer instituição física e, sim, a um desejo sincero de coração. A tendência de construir templos é puramente HUMANA, NÃO É HERESIA, ou seja, não estou afirmando que os templos CRISTÃOS que existem por aí (batista, assembleia, metodista, etc.) são HERESIAS, mas, sim, que não fazem parte do plano original de Jesus Cristo na Bíblia. Consequentemente, utilizar-se de dízimo para pagar custos que a Bíblia nunca ordenou que existissem (sem templo físico, não tem conta de luz, por exemplo) não COLA.
Assim, esta é a primeira objeção contra o dízimo financeiro: "Templos físicos não foram instituídos por Cristo, portanto, usar seus custos como argumento não é argumento a favor do dízimo"
2) O dízimo faz parte da Lei de Moisés, e não da Graça:
O dízimo era uma ordenança da LEI de Moisés, lei esta ABOLIDA pela Lei da Graça. Quem segue a Lei, tem que seguir TUDO, conforme esta referência na Bíblia:
"Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei." Tiago 2:10,11
Assim sendo, se vc segue dízimo, também tem que guardar sábado, se circuncidar, etc., porque a LEI é uma só e não pode ser praticada apenas em parte, tem que ser TUDO. Mas nenhum cristão deve seguir a Lei, nós somos justificados pela Graça, logo, o dízimo não se aplica a nós, por ser ordenança da Lei, conforme escrito em vários trechos do Novo Testamento, dentre os quais estes:
"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça." Gálatas 5:1-5
Assim sendo, temos a segunda objeção contra o dízimo financeiro: "O dízimo faz parte da Lei de Moisés, mas todo cristão deverá seguir a Graça, e não a Lei, pois a Lei foi abolida em Cristo"
3) Mesmo o dízimo ensinado pela Lei de Moisés NUNCA foi financeiro e funciona muito diferente do pregado pelas igrejas:
E mesmo que você consiga provar que algumas coisas da lei, como o dízimo, devem ser seguidas pelos cristãos (o que eu duvido), ainda há o problema de que o dízimo foi instituído como sendo:
a) 10% de suas colheitas, ANO A ANO, onde a pessoa que dizima ia pra Jerusalém e COMIA seu dízimo na presença do Senhor. Sim, ele não dava o dízimo pra ninguém, ele desfrutava do seu dízimo. A "OFERTA" a Deus era vc ir a Jerusalém e consagrar seus 10% na presença do Senhor, não dar pra quem quer que seja. Duvida disso? Aqui, oh:
"Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o Senhor teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa;" Deuteronômio 14:22-26
A referência não cita Jerusalém ainda pois Jerusalém só foi conquistada depois, na época de Davi. Jerusalém é citada aqui como sendo "no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome". Assim sendo, o ISRAELITA recolhia seus 10%, viajava a Jerusalém e COMIA estes 10% ele mesmo e sua família. A finalidade disso: "para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias". Além disso, se o israelita morasse muito longe, ele podia VENDER seus 10%, viajar pra Jerusalém, e comprar TUDO O QUE ELE DESEJASSE de comida! E aí ele COME tudo e se alegra com sua família na presença de Deus.
Ou seja, o dízimo era um momento de consagração das primícias da colheita do israelita. E Deus queria que consagrasse as primícias fazendo o que vc faz com comida: COMENDO. Não dando pra alguém. Assim sendo, mesmo que a pessoa entenda que, hoje em dia, isso seria dinheiro (o que é ilogico, pois já nesta época existia dinheiro), o dinheiro deveria ser desfrutado pelo DIZIMISTA para comprar algo que alegrasse a sua ALMA. Deus estava interessado em duas coisas aqui, apenas: a demonstração de fidelidade a Deus e a alegria da alma do dizimista. MUITO diferente do que é pregado hoje em dia...
b) A cada TRÊS ANOS, você, ao invés de comer o seu dízimo, dava o mesmo aos LEVITAS, ao órfão, a viúva e o estrangeiro! A CADA TRÊS ANOS e não era pra pastor nenhum. Era pro sustento do levita que NÃO TINHA SALÁRIO, não tinha CASA, nem HERDADE, etc.
"Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem" Deuteronômio 14:27-29
Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem; Deuteronômio 26:12
A cada TRÊS anos, o dízimo funcionava um pouco diferente. Ao invés de consumir o dízimo, o dizimista ia até o levita e deixava lá seus 10% dos frutos da Terra. Aí, comiam destes 10%: o levita, o ÓRFÃO, a VIÚVA e o ESTRANGEIRO. Porque isso? "Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo". O levita era um descendente da tribo de Levi, conforme a referência abaixo:
"Este é o ofício dos levitas: Da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão, para fazerem o serviço no ministério da tenda da congregação; Mas desde a idade de cinqüenta anos sairão do serviço deste ministério, e nunca mais servirão;" Números 8:24,25
Assim sendo, mesmo que o dízimo seja aplicado hoje em dia, somente O LEVITA, conforme descrito acima pela PALAVRA DE DEUS, é digno deste dízimo. SOMENTE ELE, A VIÚVA, O ÓRFÃO e O ESTRANGEIRO. Ou seja, não tem brecha aqui pra interpretações alternativas que favoreçam a cobrança de dízimo.
Assim, temos a terceira objeção contra o dízimo financeiro: "O dízimo pregado pela Bíblia é totalmente DIFERENTE do dízimo pregado pelas igrejas e NÃO é financeiro".
Ou seja, chegamos à conclusão de que o dízimo financeiro, cobrado pelas igrejas, é anti-bíblico e uma HERESIA. E agora Malaquias 3:10 faz MAIS SENTIDO:
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes". Malaquias 3:10
MANTIMENTO NA MINHA CASA = comida. Comidas para os levitas que moram no templo. Senão, eles passam fome;
ABRIR AS JANELAS DO CÉU, E NÃO DERRAMAR SOBRE VÓS UMA BENÇÃO TAL = chuvas abundantes para a colheira. Sem chuva, a colheita não cresce;
UMA BENÇÃO TAL QUE NÃO HAJA LUGAR SUFICIENTE PARA A RECOLHERDES: colheita abundante, resultante das chuvas abundantes.
Pronto, dízimo financeiro totalmente refutado. Se vc acredita que a interpretação apresentada por mim está ERRADA, mostre na Bíblia isto, pois, sem Bíblia, não vale como regra de prática para o cristão. Sejamos "bereanos" verifiquemos o que a Bíblia realmente diz e não acreditemos em coisas inventadas pelo homem. Só uma coisa: se qualquer igreja de Deus, mesmo templo físico, for obra de Deus, ela deverá ser sustentada por OFERTAS VOLUNTÁRIAS (Estas, sim, previstas na Bíblia) e não deverá haver NENHUMA FORÇAÇÃO em cobrar elas. NENHUMA MESMO. Vc não será mais abençoado se ofertar. E, acredite: a obra de Deus se mantém em pé, então tenho CONVICÇÃO que qualquer obra de Deus receberá suprimentos de Deus: pessoas serão tocadas e a obra se manterá. Então, sem necessidade de forçação. Paz do Senhor! :)
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Quando a luz do mundo não ilumina
Todo cristão costuma conhecer a expressão "luz do mundo". Afinal, é um dos títulos que Jesus dá a seus discípulos, conforme a conhecida referência abaixo:
"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mateus 5:14-16
Tudo muito bonito, né? Deus reflete a luz Dele em nós e, através desta luz brilhando em nós, as pessoas veem nossas obras e glorificam a Deus.
Mas... Em Lucas, algo sobre isso é acrescentado de forma estranha..
"E ninguém, acendendo uma candeia, a põe em oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso. Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas. Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu resplendor." Lucas 11:33-36
O texto enfatiza o fato do olho ser a candeia do corpo. Ou seja, o olho seria o ponto de partida de onde se ilumina todo o resto do corpo. Eu admito que não entendi esta parte e quem tiver uma boa palavra sobre isso, estou aberto para ouvi-la. Entretanto, não é sobre isso que quero falar. A parte "estranha" que eu quero demonstrar é esta:
"Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas." Lucas 11:35
"Opa, opa, opa... Luz ser.. trevas? Como pode ser possível isso??" - era o que eu me questionava ao ouvir uma pregação acerca disso. Contextualizando com a referência de Mateus, citada no início deste artigo, temos uma situação paradoxal: temos uma "luz do mundo" que não ilumina. E aí me veio uma inspiração que se alinha a uma palavra que eu já tinha recebido há algum tempo, mas não havia desenvolvido ainda.
Sim, nem toda luz ilumina. Quer uma prova? Pegue uma lanterna quando estiver em um local escuro com alguém. Primeiro, use-a para iluminar o caminho por onde vocês irão andar. Agora sim, vocês não correm o risco de tropeçar em objetos ou pisar em algo não desejável. Seus caminhos estão iluminados e todos estão satisfeitos: tanto o que ilumina como o iluminado.
Agora, experimente, ao invés disso, jogar a luz da lanterna na cara da pessoa, mais especificamente diretamente em seus olhos... Sentiu o clima? Espero que não, porque ninguém gosta de luz diretamente em seus olhos e há um ótimo motivo para isso: isto, além de ser extremamente incômodo, pode, inclusive, causar cegueira, dependendo da intensidade da luz. Inclusive, é por isso que as pessoas quando observam o sol por telescópios, nunca podem olhar diretamente para ele, pois a luz é tão forte que pode imediatamente cegar a pessoa. Apenas para título de esclarecimento, este link explica isso direitinho:
http://gizmodo.uol.com.br/o-que-acontece-quando-voce-olha-diretamente-para-o-sol/
Ou seja, a luz estava lá, estava iluminando, mas, dependendo para onde ela foi apontada, ela causou um efeito positivo ou negativo. Isto nos leva de volta ao texto de Mateus. Jesus diz que a candeia deve ser colocada no velador, o qual se refere a uma estrutura usada na antiguidade para colocar candeias, conforme definição encontrada neste site: "http://pastortales.blogspot.com.br/2013/09/a-candeia-o-velador-e-o-crente.html"
" Velador é um suporte vertical de madeira, que assenta em uma base ou pé e termina, no alto, por um disco onde se põe um candeeiro ou uma vela. As casas construídas naquela época dispunham de um local mais elevado, chamado velador. Onde as lâmpadas de luz podiam iluminar o maior espaço possível e pessoas inteligentes colocavam as lâmpadas neste local."
Ou seja, como se fosse um poste. E é o local onde Jesus (e o senso comum, consequentemente) diz aonde a luz deve ser colocada. Porque? Porque é o melhor posicionamento, permitindo que a luz se espalhe pelo local e ilumine a todos sem incomodar ninguém. Agora, quando colocamos nos olhos de alguém, além da luz não iluminar o caminho daquela pessoa, a luz o irá incomodar e até cegar, e esta pessoa irá se irritar (com razão, convenhamos) e ficará com raiva da fonte de luz. Não é isto que queremos, não é mesmo?
Então, o que quero dizer com isso? Contextualizando tudo o que foi dito até agora, percebemos que ninguém precisa "ajudar" a luz a cumprir seu trabalho de iluminar. Apenas deixe ela em um canto exposto e alto e ela cuida de todo o resto. É assim com a luz de Deus em nossas vidas. A luz de Deus nada mais é do que você se tornar espelho de Deus e de Suas ações. É você agir como Deus quer que você aja: com respeito, amor ao próximo, honestidade, bom caráter, enfim, uma pessoa íntegra. É esta boa luz que Deus quer refletir de você e é esta boa luz que irá fazer com que as pessoas à sua volta vejam o seu bom caráter e vejam como você é diferente. Isto fará elas refletirem sobre si mesmas e muitas irão glorificar a Deus no processo, até mesmo passando a confessar o nome Dele através da luz que emanou de você. Isto porque a luz não só evidencia seus atos bons, vindos de Deus, como ilumina os arredores das outras pessoas, mostrando o lado sujo e ruim delas que, até então, elas não conseguiam ver, pois estão em trevas. Este é nosso papel e esta é a verdadeira luz.
Então, que comportamentos se qualificam como sendo o oposto disso? Ou seja, a luz sendo refletida diretamente sobre os olhos das pessoas? Lembre-se que a luz não precisa de ajuda para iluminar, ela faz isso muito bem por si só, então não precisa de uma "força". Quando as pessoas colocam a luz diretamente nos olhos, ou elas estão sendo irritantes ou tentando fazer as pessoas notarem a sua luz da pior forma possível ("ah, assim eles, com certeza, verão MINHA luz). E isso tem um efeito desastroso e ninguém, em sua sã consciência, faria isso, certo? Certo? ERRADO!
Um clássico exemplo de pessoas fazendo exatamente isso é quando alguém faz questão de mostrar que é "crente" em todos os locais. No trabalho, faz questão de citar "Jesus" em toda frase. Canta louvores a Deus sem se importar com os outros à sua volta. Durante o culto, age de formas "diferenciadas" com o argumento de que está sob o "poder do Espírito de Deus" e ai de quem julgar esta pessoa! O que importa é sua consciência com Deus, pouco importa o que os outros pensam e quem se incomoda deveria cuidar da sua vida (pensando de forma egoísta, considerando que Deus falou através de Paulo ao atribuir o culto como tendo a principal finalidade de EDIFICAÇÃO da igreja). Fora outros exemplos dos quais não me recordo agora.
Como expliquei antes, a luz não precisa de ajuda: ela ilumina, quer você queira, ou não. Se você é luz e colocou ela no velador, não há como você esconder esta luz. Ou seja, vc não precisa mostrar a sua luz: ela se mostra sozinha. Qualquer tentativa de "mostrar" esta luz fará com que, no mínimo, o objetivo não seja atendido e que as pessoas, ao invés de glorificarem a Deus, o blasfemem e fiquem pensando que todo crente é "crente chato" e, assim, se distanciem do Evangelho. O próprio Jesus, FILHO DE DEUS, em várias passagens dos evangelhos, evitava falar de si mesmo como O Filho de Deus, pois Ele queria que as pessoa vissem isso através de Seus atos bondosos na Terra, ou seja, através de sua luz. Com isso, aprendemos que a luz que devemos ser deve ser uma luz que mostre aos outros as falhas deles sem que nós mesmos precisemos apontá-las e que nossa condição cristã deve ser algo que as pessoas possam ver mais nos nossos atos do que em nossas palavras. Que sejamos pessoas capazes de mostrar esta luz que ilumina, e não a luz que cega, incomoda e faz as pessoas blasfemarem de Deus, ao invés de louvá-lo. Amém! :)
"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mateus 5:14-16
Tudo muito bonito, né? Deus reflete a luz Dele em nós e, através desta luz brilhando em nós, as pessoas veem nossas obras e glorificam a Deus.
Mas... Em Lucas, algo sobre isso é acrescentado de forma estranha..
"E ninguém, acendendo uma candeia, a põe em oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso. Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas. Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu resplendor." Lucas 11:33-36
O texto enfatiza o fato do olho ser a candeia do corpo. Ou seja, o olho seria o ponto de partida de onde se ilumina todo o resto do corpo. Eu admito que não entendi esta parte e quem tiver uma boa palavra sobre isso, estou aberto para ouvi-la. Entretanto, não é sobre isso que quero falar. A parte "estranha" que eu quero demonstrar é esta:
"Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas." Lucas 11:35
"Opa, opa, opa... Luz ser.. trevas? Como pode ser possível isso??" - era o que eu me questionava ao ouvir uma pregação acerca disso. Contextualizando com a referência de Mateus, citada no início deste artigo, temos uma situação paradoxal: temos uma "luz do mundo" que não ilumina. E aí me veio uma inspiração que se alinha a uma palavra que eu já tinha recebido há algum tempo, mas não havia desenvolvido ainda.
Sim, nem toda luz ilumina. Quer uma prova? Pegue uma lanterna quando estiver em um local escuro com alguém. Primeiro, use-a para iluminar o caminho por onde vocês irão andar. Agora sim, vocês não correm o risco de tropeçar em objetos ou pisar em algo não desejável. Seus caminhos estão iluminados e todos estão satisfeitos: tanto o que ilumina como o iluminado.
Agora, experimente, ao invés disso, jogar a luz da lanterna na cara da pessoa, mais especificamente diretamente em seus olhos... Sentiu o clima? Espero que não, porque ninguém gosta de luz diretamente em seus olhos e há um ótimo motivo para isso: isto, além de ser extremamente incômodo, pode, inclusive, causar cegueira, dependendo da intensidade da luz. Inclusive, é por isso que as pessoas quando observam o sol por telescópios, nunca podem olhar diretamente para ele, pois a luz é tão forte que pode imediatamente cegar a pessoa. Apenas para título de esclarecimento, este link explica isso direitinho:
http://gizmodo.uol.com.br/o-que-acontece-quando-voce-olha-diretamente-para-o-sol/
Ou seja, a luz estava lá, estava iluminando, mas, dependendo para onde ela foi apontada, ela causou um efeito positivo ou negativo. Isto nos leva de volta ao texto de Mateus. Jesus diz que a candeia deve ser colocada no velador, o qual se refere a uma estrutura usada na antiguidade para colocar candeias, conforme definição encontrada neste site: "http://pastortales.blogspot.com.br/2013/09/a-candeia-o-velador-e-o-crente.html"
" Velador é um suporte vertical de madeira, que assenta em uma base ou pé e termina, no alto, por um disco onde se põe um candeeiro ou uma vela. As casas construídas naquela época dispunham de um local mais elevado, chamado velador. Onde as lâmpadas de luz podiam iluminar o maior espaço possível e pessoas inteligentes colocavam as lâmpadas neste local."
Ou seja, como se fosse um poste. E é o local onde Jesus (e o senso comum, consequentemente) diz aonde a luz deve ser colocada. Porque? Porque é o melhor posicionamento, permitindo que a luz se espalhe pelo local e ilumine a todos sem incomodar ninguém. Agora, quando colocamos nos olhos de alguém, além da luz não iluminar o caminho daquela pessoa, a luz o irá incomodar e até cegar, e esta pessoa irá se irritar (com razão, convenhamos) e ficará com raiva da fonte de luz. Não é isto que queremos, não é mesmo?
Então, o que quero dizer com isso? Contextualizando tudo o que foi dito até agora, percebemos que ninguém precisa "ajudar" a luz a cumprir seu trabalho de iluminar. Apenas deixe ela em um canto exposto e alto e ela cuida de todo o resto. É assim com a luz de Deus em nossas vidas. A luz de Deus nada mais é do que você se tornar espelho de Deus e de Suas ações. É você agir como Deus quer que você aja: com respeito, amor ao próximo, honestidade, bom caráter, enfim, uma pessoa íntegra. É esta boa luz que Deus quer refletir de você e é esta boa luz que irá fazer com que as pessoas à sua volta vejam o seu bom caráter e vejam como você é diferente. Isto fará elas refletirem sobre si mesmas e muitas irão glorificar a Deus no processo, até mesmo passando a confessar o nome Dele através da luz que emanou de você. Isto porque a luz não só evidencia seus atos bons, vindos de Deus, como ilumina os arredores das outras pessoas, mostrando o lado sujo e ruim delas que, até então, elas não conseguiam ver, pois estão em trevas. Este é nosso papel e esta é a verdadeira luz.
Então, que comportamentos se qualificam como sendo o oposto disso? Ou seja, a luz sendo refletida diretamente sobre os olhos das pessoas? Lembre-se que a luz não precisa de ajuda para iluminar, ela faz isso muito bem por si só, então não precisa de uma "força". Quando as pessoas colocam a luz diretamente nos olhos, ou elas estão sendo irritantes ou tentando fazer as pessoas notarem a sua luz da pior forma possível ("ah, assim eles, com certeza, verão MINHA luz). E isso tem um efeito desastroso e ninguém, em sua sã consciência, faria isso, certo? Certo? ERRADO!
Um clássico exemplo de pessoas fazendo exatamente isso é quando alguém faz questão de mostrar que é "crente" em todos os locais. No trabalho, faz questão de citar "Jesus" em toda frase. Canta louvores a Deus sem se importar com os outros à sua volta. Durante o culto, age de formas "diferenciadas" com o argumento de que está sob o "poder do Espírito de Deus" e ai de quem julgar esta pessoa! O que importa é sua consciência com Deus, pouco importa o que os outros pensam e quem se incomoda deveria cuidar da sua vida (pensando de forma egoísta, considerando que Deus falou através de Paulo ao atribuir o culto como tendo a principal finalidade de EDIFICAÇÃO da igreja). Fora outros exemplos dos quais não me recordo agora.
Como expliquei antes, a luz não precisa de ajuda: ela ilumina, quer você queira, ou não. Se você é luz e colocou ela no velador, não há como você esconder esta luz. Ou seja, vc não precisa mostrar a sua luz: ela se mostra sozinha. Qualquer tentativa de "mostrar" esta luz fará com que, no mínimo, o objetivo não seja atendido e que as pessoas, ao invés de glorificarem a Deus, o blasfemem e fiquem pensando que todo crente é "crente chato" e, assim, se distanciem do Evangelho. O próprio Jesus, FILHO DE DEUS, em várias passagens dos evangelhos, evitava falar de si mesmo como O Filho de Deus, pois Ele queria que as pessoa vissem isso através de Seus atos bondosos na Terra, ou seja, através de sua luz. Com isso, aprendemos que a luz que devemos ser deve ser uma luz que mostre aos outros as falhas deles sem que nós mesmos precisemos apontá-las e que nossa condição cristã deve ser algo que as pessoas possam ver mais nos nossos atos do que em nossas palavras. Que sejamos pessoas capazes de mostrar esta luz que ilumina, e não a luz que cega, incomoda e faz as pessoas blasfemarem de Deus, ao invés de louvá-lo. Amém! :)
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O crente é.... a noiva de Cristo???
Depois de ouvir uma música bem "sugestiva" acerca deste tema, dentre outros motivos, achei que seria interessante eu dar minha visão sobre este assunto à luz das Escrituras e do bom senso. Sim, bom senso, porque Deus nos deu um cérebro pra pensar também, e não só pra controlar as funções do corpo e servir de dispositivo de armazenamento para memorizar versículos. Digo isto porque, apesar de TODOS os seres humanos serem hábeis e capazes de pensar e raciocinar (ou seja, TODOS são inteligentes), muitos por aí não se utilizam disso e agem de forma alienada, ferindo a si mesmos, aos outros e causando constrangimentos ao evangelho de Cristo e a si mesmos.
Em primeiro lugar, a Bíblia se utiliza, sim, da expressão noiva de Cristo e Jesus, neste contexto, é o noivo. Eis as referências que eu encontrei(numeradas para nossa conveniência):
1) "E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido".Apocalipse 21:2
2) "E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu." Apocalipse 21:9-10
3) "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou". Apocalipse 19:7
4) "E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida". Apocalipse 22:17
Existem, ainda, referências de Efésios 5:23-32, onde Paulo fala sobre o relacionamento do marido com a esposa e faz um PARALELO entre isto e o relacionamento de Cristo com a sua Igreja. Não a colocarei para não ficar redundante.
Enfim, notaram alguma coisa? Em 1 e 2, a "esposa" é a "Nova Jerusalém", que é a Jerusalém que aparecerá após os sinais do Apocalipse, a Jerusalém gloriosa. Ela é tão bonita que é comparada a uma esposa ataviada para o seu marido. Que poético! Deus criou o casamento e Ele vê a glória de uma cidade celestial como a beleza de uma esposa que se propõe a ficar bonita para seu marido!
Já no 3 e no 4, percebe-se que a "esposa" é a mesma de Efésios, ou seja, a Igreja. Mas, conforme mencionado antes, é um paralelo, simplesmente uma forma de se descrever a relação da Igreja com Deus de forma DIDÁTICA e fácil de se entender. Deus frequentemente se utiliza de símbolos e parábolas para explicar verdades celestiais e terrenas. Aqui não é exceção.
Que informação ganhamos com isso? Que Deus se apresenta como um "marido" em um contexto referente à Israel (Jerusalém) ou à Igreja, querendo dizer a mesma coisa: que seu amor é TÃO grande por ambos que Ele é como um marido e que o encontro entre eles, decorrente dos eventos do Apocalipse, é extremamente "ansiado" por Deus, de alguma forma, como um marido aguardando o casamento com sua noiva e futura esposa. Tal qual é o amor de Deus! Isto é lindo!
Esta metáfora não é nenhuma novidade do Novo Testamento: em Ezequiel 23, Deus se apresenta como marido de duas esposas infiéis, denominadas aqui, "coloquialmente", de "Aolá" e "Aolibá". Elas são símbolos, respectivamente, de Israel e Judá, que eram as duas partes da antiga nação de Israel. Em Oséias, Deus utiliza parte da vida conjugal de Oséias pra ilustrar a mesma coisa: Deus, o marido fiél que cuida da mulher, e Israel, a mulher infiél, que se prostitui e não é grata ao amor do seu marido, preferindo adulterar com outros "homens" (deuses). Há muitos que sustentam que o livro de Cantares de Salomão, que narra a história de amor de Salomão com sua esposa original, Sulamita, antes de Salomão resolver arranjar 1000 sogras a mais, também é um paralelo do relacionamento amoroso de Deus como um marido e Israel como esposa. Outros ainda alegam que TAMBÉM se adequa a Deus e a Igreja pelos mesmos motivos. EU, pessoalmente, NÃO acredito nestes paralelos, apenas crendo que este livro é o que é: uma descrição que Deus nos deixou de um relacionamento saudável de um homem com uma mulher dentro de um casamento. Entretanto, respeito quem pensa do outro jeito, afinal, tem o seu mérito e ainda mantém a mesma linha de metáforas que Deus vem fazendo durante a historia da Bíblia: Deus, o marido, e Israel/Igreja como esposa.
Percebeu o que eu quero dizer? A metáfora de Deus, como marido, e Igreja/Israel, como esposa, não é nada mais do que isto: uma metáfora compreensível que Deus criou para nos fazer entender o quanto Ele ama Israel E a Igreja. Apenas isso. E isto se aplica a um coletivo, e não a um indivíduo.
Em segundo lugar, há muitas formas que Deus se apresenta a nós, que cremos Nele:
1) Como Deus: Deus se apresenta na sua forma mais pura: como O único Deus, como o NOSSO Deus. Ou seja, como Aquele a quem nós devemos honra, louvor e adoração;
"Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão". Êxodo 20:2
2) Como Senhor: Deus se apresenta como Aquele que detém autoridade sobre NÓS, que controla as nossas vidas;
"Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou". João 13:13
3) Como pai: Deus se apresenta como Aquele que nos gera, que cuida de nós, que nos quer bem, dando para nós o que precisamos (e até o que gostamos);
"E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso". 2 Coríntios 6:18
4) Como amigo: finalmente, Deus vai além e, além de se apresentar como uma figura paternal, ele ainda se apresenta como amigo! Como alguém com quem você pode conversar, confidenciar coisas e ser consolado nos momentos difíceis, alguém pra estar ao seu lado sempre! Quer coisa melhor do que isso???
"Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer". João 15:15
Com todas estas relações com Deus, você seriamente ainda prefere chamá-lo de "noivo"???
Mas, independente de "preferências", está claro que a Bíblia mostra Deus se apresentando individualmente a nós como várias coisas, mas nunca como um "noivo". Quando ele se apresenta como noivo, ele não se apresenta para um indivíduo, e sim pra um coletivo extenso (Igreja e Israel) e sempre como uma metáfora destinada unicamente a facilitar o entendimento do quanto Ele ama a estes dois. Isto já é evidência mais do que suficiente de que não é bíblico, tampouco correto, se dirigir a Deus como sendo o seu noivo.
Mas ainda há os que dizem que cada um de nós é a igreja, então o coletivo também se aplica ao individual, portanto, consequentemente, cada um de nós também é "noiva" ou... cof! cof! "marido" de Deus. Entretanto, mesmo que isto fosse verdade, pare um pouco pra pensar o quanto isto é incrivelmente inconveniente e contraditório. Eu, por exemplo, um HOMEM, me considero servo de Deus. Ou seja, membro da Igreja. Então eu também seria "noiva" de Cristo, certo? Não acha que isto tem repercussões totalmente absurdas? Afinal, mesmo metaforicamente, eu sou afeminado em uma situação como esta. Tá, então eu sou "marido"... Cof! Cof! Cof! Muito menos isso! Além de também ser de mal gosto, de quebra incita a uma comparação homossexual e sabemos, como servos de Deus, que o homossexualismo para Deus é pecado. Portanto, não pode ser utilizado. Então, o que eu sou pra Deus neste contexto? O que sobra?? NADA!
Mesmo que isto fosse ser aplicado a uma serva de Deus (uma MULHER), isto não se torna correto. Primeiro: porque haveria uma forma que Deus se dirige a nós que só funciona com um dos gêneros (no caso, a mulher)? Segundo: pense nas sérias repercussões de você, mulher, pensar em Deus romanticamente (afinal, se vc é NOIVA dele, então ele é seu marido)... Você acha que Deus te deseja sexualmente? Vc deseja a Deus sexualmente? Porque o marido deve desejar a mulher e a mulher ao marido. É um requisito fundamental de um casal. Só isso é MAIS do que suficiente para provar que esta forma de se relacionar a Deus é totalmente distorcida, falha e, consequentemente, errada.
Então, concluímos que o crente NÃO é noiva de Cristo. Ele é filho, é servo, é adorador, é amigo, mas NUNCA noiva, cônjuge ou algo semelhante a isso.
Para finalizar o artigo, eu gostaria de expor o porquê de eu ter me preocupado em abordar este tema. Ora, quando nós desconhecemos a verdade, mesmo que seja sobre algo APARENTEMENTE pequeno, nós cometemos deslizes e esta ignorância causa erros maiores. O engano se propaga e vai gerar excessos: desde excessos aparentemente inocentes, como cantoras gospel que cantam que são apaixonadas por Cristo (o que é um engano oriundo disso e posso abordar isto em outro artigo) desde até exemplos terríveis, como os que são citados no link abaixo, que trata deste mesmo assunto:
Link do artigo
Enfim, espero que isto tenha edificado você, meu irmão e irmã, e estou aberto a discussões e a críticas construtivas, desde que sejam respaldadas na Bíblia. Obrigado! :)
Em primeiro lugar, a Bíblia se utiliza, sim, da expressão noiva de Cristo e Jesus, neste contexto, é o noivo. Eis as referências que eu encontrei(numeradas para nossa conveniência):
1) "E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido".Apocalipse 21:2
2) "E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu." Apocalipse 21:9-10
3) "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou". Apocalipse 19:7
4) "E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida". Apocalipse 22:17
Existem, ainda, referências de Efésios 5:23-32, onde Paulo fala sobre o relacionamento do marido com a esposa e faz um PARALELO entre isto e o relacionamento de Cristo com a sua Igreja. Não a colocarei para não ficar redundante.
Enfim, notaram alguma coisa? Em 1 e 2, a "esposa" é a "Nova Jerusalém", que é a Jerusalém que aparecerá após os sinais do Apocalipse, a Jerusalém gloriosa. Ela é tão bonita que é comparada a uma esposa ataviada para o seu marido. Que poético! Deus criou o casamento e Ele vê a glória de uma cidade celestial como a beleza de uma esposa que se propõe a ficar bonita para seu marido!
Já no 3 e no 4, percebe-se que a "esposa" é a mesma de Efésios, ou seja, a Igreja. Mas, conforme mencionado antes, é um paralelo, simplesmente uma forma de se descrever a relação da Igreja com Deus de forma DIDÁTICA e fácil de se entender. Deus frequentemente se utiliza de símbolos e parábolas para explicar verdades celestiais e terrenas. Aqui não é exceção.
Que informação ganhamos com isso? Que Deus se apresenta como um "marido" em um contexto referente à Israel (Jerusalém) ou à Igreja, querendo dizer a mesma coisa: que seu amor é TÃO grande por ambos que Ele é como um marido e que o encontro entre eles, decorrente dos eventos do Apocalipse, é extremamente "ansiado" por Deus, de alguma forma, como um marido aguardando o casamento com sua noiva e futura esposa. Tal qual é o amor de Deus! Isto é lindo!
Esta metáfora não é nenhuma novidade do Novo Testamento: em Ezequiel 23, Deus se apresenta como marido de duas esposas infiéis, denominadas aqui, "coloquialmente", de "Aolá" e "Aolibá". Elas são símbolos, respectivamente, de Israel e Judá, que eram as duas partes da antiga nação de Israel. Em Oséias, Deus utiliza parte da vida conjugal de Oséias pra ilustrar a mesma coisa: Deus, o marido fiél que cuida da mulher, e Israel, a mulher infiél, que se prostitui e não é grata ao amor do seu marido, preferindo adulterar com outros "homens" (deuses). Há muitos que sustentam que o livro de Cantares de Salomão, que narra a história de amor de Salomão com sua esposa original, Sulamita, antes de Salomão resolver arranjar 1000 sogras a mais, também é um paralelo do relacionamento amoroso de Deus como um marido e Israel como esposa. Outros ainda alegam que TAMBÉM se adequa a Deus e a Igreja pelos mesmos motivos. EU, pessoalmente, NÃO acredito nestes paralelos, apenas crendo que este livro é o que é: uma descrição que Deus nos deixou de um relacionamento saudável de um homem com uma mulher dentro de um casamento. Entretanto, respeito quem pensa do outro jeito, afinal, tem o seu mérito e ainda mantém a mesma linha de metáforas que Deus vem fazendo durante a historia da Bíblia: Deus, o marido, e Israel/Igreja como esposa.
Percebeu o que eu quero dizer? A metáfora de Deus, como marido, e Igreja/Israel, como esposa, não é nada mais do que isto: uma metáfora compreensível que Deus criou para nos fazer entender o quanto Ele ama Israel E a Igreja. Apenas isso. E isto se aplica a um coletivo, e não a um indivíduo.
Em segundo lugar, há muitas formas que Deus se apresenta a nós, que cremos Nele:
1) Como Deus: Deus se apresenta na sua forma mais pura: como O único Deus, como o NOSSO Deus. Ou seja, como Aquele a quem nós devemos honra, louvor e adoração;
"Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão". Êxodo 20:2
2) Como Senhor: Deus se apresenta como Aquele que detém autoridade sobre NÓS, que controla as nossas vidas;
"Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou". João 13:13
3) Como pai: Deus se apresenta como Aquele que nos gera, que cuida de nós, que nos quer bem, dando para nós o que precisamos (e até o que gostamos);
"E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso". 2 Coríntios 6:18
4) Como amigo: finalmente, Deus vai além e, além de se apresentar como uma figura paternal, ele ainda se apresenta como amigo! Como alguém com quem você pode conversar, confidenciar coisas e ser consolado nos momentos difíceis, alguém pra estar ao seu lado sempre! Quer coisa melhor do que isso???
"Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer". João 15:15
Com todas estas relações com Deus, você seriamente ainda prefere chamá-lo de "noivo"???
Mas, independente de "preferências", está claro que a Bíblia mostra Deus se apresentando individualmente a nós como várias coisas, mas nunca como um "noivo". Quando ele se apresenta como noivo, ele não se apresenta para um indivíduo, e sim pra um coletivo extenso (Igreja e Israel) e sempre como uma metáfora destinada unicamente a facilitar o entendimento do quanto Ele ama a estes dois. Isto já é evidência mais do que suficiente de que não é bíblico, tampouco correto, se dirigir a Deus como sendo o seu noivo.
Mas ainda há os que dizem que cada um de nós é a igreja, então o coletivo também se aplica ao individual, portanto, consequentemente, cada um de nós também é "noiva" ou... cof! cof! "marido" de Deus. Entretanto, mesmo que isto fosse verdade, pare um pouco pra pensar o quanto isto é incrivelmente inconveniente e contraditório. Eu, por exemplo, um HOMEM, me considero servo de Deus. Ou seja, membro da Igreja. Então eu também seria "noiva" de Cristo, certo? Não acha que isto tem repercussões totalmente absurdas? Afinal, mesmo metaforicamente, eu sou afeminado em uma situação como esta. Tá, então eu sou "marido"... Cof! Cof! Cof! Muito menos isso! Além de também ser de mal gosto, de quebra incita a uma comparação homossexual e sabemos, como servos de Deus, que o homossexualismo para Deus é pecado. Portanto, não pode ser utilizado. Então, o que eu sou pra Deus neste contexto? O que sobra?? NADA!
Mesmo que isto fosse ser aplicado a uma serva de Deus (uma MULHER), isto não se torna correto. Primeiro: porque haveria uma forma que Deus se dirige a nós que só funciona com um dos gêneros (no caso, a mulher)? Segundo: pense nas sérias repercussões de você, mulher, pensar em Deus romanticamente (afinal, se vc é NOIVA dele, então ele é seu marido)... Você acha que Deus te deseja sexualmente? Vc deseja a Deus sexualmente? Porque o marido deve desejar a mulher e a mulher ao marido. É um requisito fundamental de um casal. Só isso é MAIS do que suficiente para provar que esta forma de se relacionar a Deus é totalmente distorcida, falha e, consequentemente, errada.
Então, concluímos que o crente NÃO é noiva de Cristo. Ele é filho, é servo, é adorador, é amigo, mas NUNCA noiva, cônjuge ou algo semelhante a isso.
Para finalizar o artigo, eu gostaria de expor o porquê de eu ter me preocupado em abordar este tema. Ora, quando nós desconhecemos a verdade, mesmo que seja sobre algo APARENTEMENTE pequeno, nós cometemos deslizes e esta ignorância causa erros maiores. O engano se propaga e vai gerar excessos: desde excessos aparentemente inocentes, como cantoras gospel que cantam que são apaixonadas por Cristo (o que é um engano oriundo disso e posso abordar isto em outro artigo) desde até exemplos terríveis, como os que são citados no link abaixo, que trata deste mesmo assunto:
Link do artigo
Enfim, espero que isto tenha edificado você, meu irmão e irmã, e estou aberto a discussões e a críticas construtivas, desde que sejam respaldadas na Bíblia. Obrigado! :)
quinta-feira, 7 de março de 2013
Refutação a acusação contra evangélicos acerca de violência contra homossexuais
Dedico esta postagem a uma resposta que eu fiz no blog abaixo:
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/03/05/nao-acredito-no-demonio-so-na-intolerancia-da-bancada-evangelica/
Reitero que respeito a opinião do bloguista e o respeito como pessoa, mas não concordo com seu ponto de vista. Tudo isto foi postado no blog do autor e aqui é só uma transcrição de todos os meus posts lá, já que o limite de caracteres daquele blog é ínfimo (ou sou eu que escrevo demais.. heheeh):
______________________________________________________
Texto polido, bem escrito e a linguagem foi expressa claramente. Entretanto, não se iluda, pois ele contém erros assim mesmo. Só porque um texto é bem escrito, não significa que ele seja digno de crédito ou não.
Primeiro, qual é a fonte da tal declaração do pastor Marco Feliciano? Onde ele escreveu isso e em que circunstâncias? Eu só vejo os sites na internet citando a mesma frase, mas sem citar a fonte. Isto é feio, é difamação injusta. Favor citar a fonte (e estou fazendo isto para sua proteção também), pois, assim, seu texto não entra em descrédito por causa de uma citação mentirosa.
Segundo, vc disse isso:
"Mas que lástima de crença é essa que diz que A é pior que B, gerando ódio sobre o primeiro, só porque A se deita com alguém do mesmo sexo? "
Eu peço que o Sr. se informe adequadamente, pois não há nada na crença evangélica que diga que A [é melhor do que B. A Bíblia é clara na sua colocação de que TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus: desde o pequeno mentiroso, o homossexual, o fofoqueiro e até o assassino, pecados nos seus mais variados graus, todos pecaram, pois tudo isto vem da natureza pecaminosa e egoísta do homem. A natureza que só é curada através de Jesus. Sim, através Dele, não através da pessoa e sua "extraordinário bondade", pois ninguém consegue ser bondoso e amoroso por si mesmo. A tendência normal de qualquer humano é o egoísmo e todos os seres humanos, SEM EXCEÇÃO, são passíveis de cometer atos horrendos. Esta é a visão dos cristianismo. Esta é a visão da Bíblia. Se meia dúzia propaga o contrário, trata-se de visão errônea e pessoal destas pessoas em específico. Então, não assuma estereótipos: isto é falácia e é feio.
Terceiro, vc disse:
"Deputados e senadores que bradam indignados mediante a tentativa de aprovação da lei que criminaliza a homofobia."
dar direitos maiores a um setor em detrimento de outros é um erro. Isto vale pras cotas pros negros (menospreza a inteligência dos negros, como se não fossem capazes de passar em um processo seletivo competindo de igual pra igual com o resto das "raças"), lei maria da penha (que, apesar de acertadamente defender mulheres indefesas de homens violentos, brutos e idiotas, dá um poder excessivo às mulheres de injustiçar outros homens, mas não vou debater isto aqui) e vale pra esta "lei de homofobia" também. A tal lei seria correta se apenas incluísse a opção sexual como um direito do cidadão, assim como ele também não pode ser discriminado pela sua RELIGIÃO (e o que tem de crentofóbico por aí não está no gibi), mas ela vai além e coloca os homossexuais e afins em situação predominante com estes artigos:
"Artigo 8º-B: Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs. Pena: reclusão de dois a cinco anos."
Se é pra defender o direito de um cidadão qualquer exercer sua opção sexual, porque não colocar em um artigo genérico de opção sexual, já que o heterossexualismo também tem que ter este direito??
"“Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público. Pena: reclusão de um a três anos. Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitida às demais pessoas.” (NR)"
Então quer dizer que se eu, na minha LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PENSAMENTO, me ofendo com uma prática homossexual em MEU estabelecimento de caráter privado, não tenho o direito de educadamente solicitar que as pessoas não ajam desta forma, já que, por exemplo, pode ser uma loja de doces e tem crianças nela, muitas delas parentes meus, e eu não quero elas expostas a isso quando ainda não tem capacidade de tecer opiniões de forma plena.. Isto pode? É isto que vocês apoiam? Homossexual tem que ser respeitado, como qualquer ser humano, homossexual tem direito a não ser agredido, como qualquer outro ser humano, mas ele não tem o direito de ter direitos acima de outros, como este artigo demonstra! Prove-me o contrário, se acha que estou errado..
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero. Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)
A Lei é irresponsável ao não explicitar o que seria considerado "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito". Por exemplo: se eu estou em uma roda de amigos e eu digo que não gosto de gays que agem de forma afeminada (porque muitos gays tem compostura e estes eu admiro), eu estou incitando discriminação? Não, estou emitindo minha opinião pessoal. As pessoas podem concordar ou não. Se elas concordam com algo considerado errado ou não, isto é problema delas, não de quem falou!
Quarto, vc disse:
"Pode parecer exagero, mas não é. O Ministério Público Federal deveria co-responsabilizar os membros da bancada evangélica em Brasília por conta desses atos bárbaros de homofobia que pipocam aqui e ali"
Claro q é exagero. As pessoas respondem por si mesmas, a não ser que estejam sendo forçadas a algo. Os atos de pessoas que fazem barbeiragens e atos violentos contra quem quer que seja é de responsabilidade deles e somente deles. Se alguém acima deles tem alguma responsabilidade no que eles fazem, que o seja se os mesmos os mandaram fazer isto. Mas isto não muda o fato de que quem comete o ato é o principal culpado e jogar a culpa em outros não ajuda a resolver nada. E, aqui, pior ainda, você tenta culpar a bancada evangélica de crimes que eles não têm nada a ver com isto. Você sabe que é exagero, do contrário, vc não teria colocado o trecho "pode parecer exagero" em seu post, pois isto dá a entender que o seu comentário tem chances de ser exagerado e, conforme eu mostrei em meu post, ele realmente o é. A responsabilidade pelos atos humanos é pessoal, já que você não acredita em demônios (eu PRESUMO que vc seja agnóstico, ateu ou, pelo menos, uma pessoa sem posicionamento religioso, do contrário, não diria algo do tipo) ou alguma força sobrenatural que possa influenciar a atitude das pessoas..
"Mas não são suas mãos que seguram a faca, o revólver ou a lâmpada fluorescente, mas é a sobreposicão de seus argumentos e a escolha que faz das palavras ao longo do tempo que distorce a visão de mundo dos fiéis e torna o ato de esfaquear, atirar e atacar banais. "
De novo, exagero. Repito: os fiéis fazem o que acham que devem fazer. Por mais que haja pessoas que se apresentem como trouxas e se deixem enganar, cada pessoa é um ser pensante, capaz de pensar e raciocinar. Se não o faz, a culpa é dele. Não se pode alegar ignorância (dizer que não conhecia a lei) ao ser flagrado descumprindo a lei, certo? Por isso, o crime é crime independente disso. A pessoa TEM que saber. Então, jogar a culpa em alienação e derivados não funciona: a culpada é a pessoa e somente ela. Um suposto mandante também deve ser culpado, pois a lei também prevê isso, no caso de este mandante realmente ter tido uma influência decisiva no ato daquela pessoa (sendo a pessoa que liderava a gangue, por exemplo). Agora, culpar uma pessoa porque suas IDÉIAS que foram lançadas ao vento e meia dúzia de malditos pensou de forma excessiva e cometeu atos bárbaros é um exagero sem precedentes.
Pra finalizar, reitero que abomino discriminações e atos de violência contra qualquer tipo de pessoa, independente de quem ela é, o que ela pensa, como ela é, de onde ela é, etc. E muitos evangélicos são o mesmo, até porque a religião evangélica prega o amor e a o respeito pelo próximo. Entretanto, há de se separar a diferença entre abominar uma prática e abominar o autor da mesma: o homossexualismo é abominado, mas o homossexual não. E convenhamos que há uma clara imposição da mídia (vide Globo) de que homossexualismo é algo que deve ser respeitado e aceito, o que é uma outra forma de intolerância: intolerância contra quem discorda, no seu devido direito previsto na Constituição, de um comportamento. E isto também não é certo. Mas muitos nem se preocupam em falar disso, né?
Fico por aqui.
______________________________________________________
Fim do meu post. Estou aberto, obviamente, a críticas construtivas, desde que sejam respeitosas. Obrigado! :)
P.S: não esqueci que pretendo escrever sobre a errônea do conceito de "homofobia" dos dias de hoje. Ainda farei isso! :D
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/03/05/nao-acredito-no-demonio-so-na-intolerancia-da-bancada-evangelica/
Reitero que respeito a opinião do bloguista e o respeito como pessoa, mas não concordo com seu ponto de vista. Tudo isto foi postado no blog do autor e aqui é só uma transcrição de todos os meus posts lá, já que o limite de caracteres daquele blog é ínfimo (ou sou eu que escrevo demais.. heheeh):
______________________________________________________
Texto polido, bem escrito e a linguagem foi expressa claramente. Entretanto, não se iluda, pois ele contém erros assim mesmo. Só porque um texto é bem escrito, não significa que ele seja digno de crédito ou não.
Primeiro, qual é a fonte da tal declaração do pastor Marco Feliciano? Onde ele escreveu isso e em que circunstâncias? Eu só vejo os sites na internet citando a mesma frase, mas sem citar a fonte. Isto é feio, é difamação injusta. Favor citar a fonte (e estou fazendo isto para sua proteção também), pois, assim, seu texto não entra em descrédito por causa de uma citação mentirosa.
Segundo, vc disse isso:
"Mas que lástima de crença é essa que diz que A é pior que B, gerando ódio sobre o primeiro, só porque A se deita com alguém do mesmo sexo? "
Eu peço que o Sr. se informe adequadamente, pois não há nada na crença evangélica que diga que A [é melhor do que B. A Bíblia é clara na sua colocação de que TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus: desde o pequeno mentiroso, o homossexual, o fofoqueiro e até o assassino, pecados nos seus mais variados graus, todos pecaram, pois tudo isto vem da natureza pecaminosa e egoísta do homem. A natureza que só é curada através de Jesus. Sim, através Dele, não através da pessoa e sua "extraordinário bondade", pois ninguém consegue ser bondoso e amoroso por si mesmo. A tendência normal de qualquer humano é o egoísmo e todos os seres humanos, SEM EXCEÇÃO, são passíveis de cometer atos horrendos. Esta é a visão dos cristianismo. Esta é a visão da Bíblia. Se meia dúzia propaga o contrário, trata-se de visão errônea e pessoal destas pessoas em específico. Então, não assuma estereótipos: isto é falácia e é feio.
Terceiro, vc disse:
"Deputados e senadores que bradam indignados mediante a tentativa de aprovação da lei que criminaliza a homofobia."
dar direitos maiores a um setor em detrimento de outros é um erro. Isto vale pras cotas pros negros (menospreza a inteligência dos negros, como se não fossem capazes de passar em um processo seletivo competindo de igual pra igual com o resto das "raças"), lei maria da penha (que, apesar de acertadamente defender mulheres indefesas de homens violentos, brutos e idiotas, dá um poder excessivo às mulheres de injustiçar outros homens, mas não vou debater isto aqui) e vale pra esta "lei de homofobia" também. A tal lei seria correta se apenas incluísse a opção sexual como um direito do cidadão, assim como ele também não pode ser discriminado pela sua RELIGIÃO (e o que tem de crentofóbico por aí não está no gibi), mas ela vai além e coloca os homossexuais e afins em situação predominante com estes artigos:
"Artigo 8º-B: Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs. Pena: reclusão de dois a cinco anos."
Se é pra defender o direito de um cidadão qualquer exercer sua opção sexual, porque não colocar em um artigo genérico de opção sexual, já que o heterossexualismo também tem que ter este direito??
"“Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público. Pena: reclusão de um a três anos. Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitida às demais pessoas.” (NR)"
Então quer dizer que se eu, na minha LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PENSAMENTO, me ofendo com uma prática homossexual em MEU estabelecimento de caráter privado, não tenho o direito de educadamente solicitar que as pessoas não ajam desta forma, já que, por exemplo, pode ser uma loja de doces e tem crianças nela, muitas delas parentes meus, e eu não quero elas expostas a isso quando ainda não tem capacidade de tecer opiniões de forma plena.. Isto pode? É isto que vocês apoiam? Homossexual tem que ser respeitado, como qualquer ser humano, homossexual tem direito a não ser agredido, como qualquer outro ser humano, mas ele não tem o direito de ter direitos acima de outros, como este artigo demonstra! Prove-me o contrário, se acha que estou errado..
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero. Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)
A Lei é irresponsável ao não explicitar o que seria considerado "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito". Por exemplo: se eu estou em uma roda de amigos e eu digo que não gosto de gays que agem de forma afeminada (porque muitos gays tem compostura e estes eu admiro), eu estou incitando discriminação? Não, estou emitindo minha opinião pessoal. As pessoas podem concordar ou não. Se elas concordam com algo considerado errado ou não, isto é problema delas, não de quem falou!
Quarto, vc disse:
"Pode parecer exagero, mas não é. O Ministério Público Federal deveria co-responsabilizar os membros da bancada evangélica em Brasília por conta desses atos bárbaros de homofobia que pipocam aqui e ali"
Claro q é exagero. As pessoas respondem por si mesmas, a não ser que estejam sendo forçadas a algo. Os atos de pessoas que fazem barbeiragens e atos violentos contra quem quer que seja é de responsabilidade deles e somente deles. Se alguém acima deles tem alguma responsabilidade no que eles fazem, que o seja se os mesmos os mandaram fazer isto. Mas isto não muda o fato de que quem comete o ato é o principal culpado e jogar a culpa em outros não ajuda a resolver nada. E, aqui, pior ainda, você tenta culpar a bancada evangélica de crimes que eles não têm nada a ver com isto. Você sabe que é exagero, do contrário, vc não teria colocado o trecho "pode parecer exagero" em seu post, pois isto dá a entender que o seu comentário tem chances de ser exagerado e, conforme eu mostrei em meu post, ele realmente o é. A responsabilidade pelos atos humanos é pessoal, já que você não acredita em demônios (eu PRESUMO que vc seja agnóstico, ateu ou, pelo menos, uma pessoa sem posicionamento religioso, do contrário, não diria algo do tipo) ou alguma força sobrenatural que possa influenciar a atitude das pessoas..
"Mas não são suas mãos que seguram a faca, o revólver ou a lâmpada fluorescente, mas é a sobreposicão de seus argumentos e a escolha que faz das palavras ao longo do tempo que distorce a visão de mundo dos fiéis e torna o ato de esfaquear, atirar e atacar banais. "
De novo, exagero. Repito: os fiéis fazem o que acham que devem fazer. Por mais que haja pessoas que se apresentem como trouxas e se deixem enganar, cada pessoa é um ser pensante, capaz de pensar e raciocinar. Se não o faz, a culpa é dele. Não se pode alegar ignorância (dizer que não conhecia a lei) ao ser flagrado descumprindo a lei, certo? Por isso, o crime é crime independente disso. A pessoa TEM que saber. Então, jogar a culpa em alienação e derivados não funciona: a culpada é a pessoa e somente ela. Um suposto mandante também deve ser culpado, pois a lei também prevê isso, no caso de este mandante realmente ter tido uma influência decisiva no ato daquela pessoa (sendo a pessoa que liderava a gangue, por exemplo). Agora, culpar uma pessoa porque suas IDÉIAS que foram lançadas ao vento e meia dúzia de malditos pensou de forma excessiva e cometeu atos bárbaros é um exagero sem precedentes.
Pra finalizar, reitero que abomino discriminações e atos de violência contra qualquer tipo de pessoa, independente de quem ela é, o que ela pensa, como ela é, de onde ela é, etc. E muitos evangélicos são o mesmo, até porque a religião evangélica prega o amor e a o respeito pelo próximo. Entretanto, há de se separar a diferença entre abominar uma prática e abominar o autor da mesma: o homossexualismo é abominado, mas o homossexual não. E convenhamos que há uma clara imposição da mídia (vide Globo) de que homossexualismo é algo que deve ser respeitado e aceito, o que é uma outra forma de intolerância: intolerância contra quem discorda, no seu devido direito previsto na Constituição, de um comportamento. E isto também não é certo. Mas muitos nem se preocupam em falar disso, né?
Fico por aqui.
______________________________________________________
Fim do meu post. Estou aberto, obviamente, a críticas construtivas, desde que sejam respeitosas. Obrigado! :)
P.S: não esqueci que pretendo escrever sobre a errônea do conceito de "homofobia" dos dias de hoje. Ainda farei isso! :D
terça-feira, 17 de julho de 2012
Preconceito e discriminação: dois conceitos DIFERENTES!
Hoje em dia, é fácil você topar com situações (revoltantes, diga-se de passagem), onde determinados "tipos" de pessoas (judeus, gays, nordestinos, mulheres, negros, etc.) sofrem algumaas situações vexatórias ou, pelo menos, são injuriados simplesmente por causa de seu "tipo" ou "opção". A primeira coisa que as pessoas, horrorizadas, falam acerca disto sempre carrega a palavra "preconceito" na frase:
"Ah, que absurdo! Preconceito!"
"Não devemos ter preconceito contra ninguém"
E coisas do tipo. Entretanto, eu pretendo corrigir algumas falhas frequentes que as pessoas fazem em relação a isso. A primeira:
1) Preconceito não é o que vocês pensam!!!
"Opa, peraí, senhor autor, quer dizer que o senhor vai defender estes malditos preconceituosos e (insira palavrões aqui)???!!!"
De jeito nenhum. Meu artigo vai deixar claro que a posição cristã (e, claro, a MINHA posição) são contra atitudes deste tipo. Porém, o meu ponto neste primeiro trecho do meu artigo é explicar que as pessoas entendem errado o que significa a palavra preconceito. Aliás, em NENHUM destes casos o problema é o preconceito!!!!
Aliás, o que é preconceito? É fácil entender, basta ver como a palavra é formada: "pré" + "conceito" = o que vem antes do conceito. Ou seja, "conceito prévio". Como assim? Explicando em termos, seria um conceito prévio que você tem acerca de alguém ou de alguma coisa!
Eu andei vendo o dicionário Michaelis e a primeira definição dele acerca de "preconceito" se enquadra perfeitamente. Ele diz: "Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados". Ou seja, você não conhece direito a pessoa ou a coisa e forma uma opinião sobre ela, uma opinião, geralmente, infundada. Sim, pode ser uma coisa também, não precisa necessariamente ser "gente". Por exemplo:
Você nunca viu comida japonesa na sua vida. Você chega num restaurante japonês, a convite de um amigo, olha pra todos aqueles pratos e... gera um preconceito sobre eles!!! Você não tem ainda um conhecimento adequado, mas sua mente, por padrão, julga aquilo que você vê, então a sua tendência normal é criar um conhecimento e um conceito (um preconceito) acerca desta comida baseado em seus conceitos anteriores (e, até, em outros preconceitos). Um preconceito típico seria o seguinte:
"O que, peixe cru?? Argh, deve ser horrível!"
Afinal, o "cru" geralmente é associado ao mal cozido, que, convenhamos, não abre muito o apetite de muita gente. Assim sendo, a pessoa, sem sequer ter colocado o sushi na boca, gera um preconceito que provavelmente fará com que ela nunca prove um sushi em toda a sua vida. Aí, vamos supor que você resolveu repensar seu preconceito e experimentar o sushi, pra ver se ele é aquilo que você pensa. Você prova e.. nossa, não era aquilo que você pensava! Aré que é gostoso.. Você, então, adquire um conhecimento adequado sobre o sushi e seu preconceito vai embora... Mas, antes, ele existiu, e isto é inevitável..
Sim, inevitável. A tendência do ser humano é julgar tudo o que vê baseado em seus conceitos e preconceitos, muitas vezes, gerando outros preconceitos. No nosso exemplo, foi um preconceito ruim acerca de um sushi. Mas poderia ser bom. Por exemplo, suponhamos que você viu um bolo de casamento. Você adora bolo, vê aquele bolo todo enfeitado, bonito e já fica com água na boca. Você fica ansioso e acha que aquele bolo vai ser delicioso (mas você não o provou ainda)! Ou seja, você gerou um preconceito positivo sobre o bolo. Mas, aí você prova o bolo e vê que o mesmo é enjoado.. E você percebe que seu preconceito, embora bom, estava errado... E, obviamente, você adquire o conhecimento e pode julgar adequadamente o bolo, já que o provou. É assim com objetos.. e é assim com humanos também!
Com isso, podemos chegar a algumas conclusões:
a) Preconceito pode ser bom ou ruim. Ou seja, o preconceito, em si, não é errado, depende de qual preconceito você pensou/
b) É padrão dos ser humanos gerar preconceitos;
c) Preconceitos são julgamentos e pensamentos INTERNOS das pessoas.
Assim, vamos usar agora uma abordagem com humanos: vamos supor que você tem um preconceito com judeus. Você não conhece nenhum, mas conhece o que a Bíblia diz sobre como os judeus (ops, alguns judeus, pra ser justo) entregaram Jesus pra ser crucificado. Somente isso já causa um impacto em você e você pensa: "Poxa, estes judeus devem ser muito malvados de terem feito isso". E, assim, de repente vai surgindo um preconceito na sua cabeça de que judeus são pessoas ruins.
Entretanto, até agora, você apenas PENSOU isso. Você apenas gerou um preconceito. Até aqui, não passa de um conceito (errado, mas ainda um conceito) criado pela sua cabeça baseado no que voce sabe. Vamos, agora, mostrar o lado errado que as pessoas condenam, mas associam ao preconceito... O vilão, na verdade, é a..
2) Discriminação!!!
Sim, amigos, discriminação. Vamos definir a palavra? Discriminação significa, segundo o dicionário Michaelis, "Tratar de modo preferencial, geralmente com prejuízo para uma das partes.". Ou seja, por exemplo, você tinha aquele preconceito com judeus, até agora estava quieto. Mas, um dia, chegou um judeu no seu local de trabalho. Você, enfurecido, começou a infamar ele, baseado em seus preconceitos, comentando o quanto "aquele judeu" seria uma má influência, o quanto não ia com a cara dele ou, até, pior, você abordou o pobre sujeito de forma ofensiva, xingando e agredindo ele verbalmente. Agora, o que temos aqui? Aquele preconceito que você tinha foi.. externado. Ele foi trazido à tona por você na forma de uma DISCRIMINAÇÃO. Você tratou mal o pobre judeu, que sequer havia se pronunciado até este momento, e discriminou ele. O tratou de "modo preferencial", só que um "preferencial ruim". Apenas por ele ser judeu. Voce não contemplou nenhuma real atitude do judeu, nem ouviu relatos de pessoas que o conhecem de perto, para saber alguma coisa sobre ele. Nisto, meu caro, você errou contra o pobre judeu.
E eis que agora podemos corrigir a falha das pessoas. Sabemos, agora, que preconceito é algo normal e que pode ser bom ou ruim. Sabemos que, um preconceito guardado pra si não machuca ninguém. E sabemos que um preconceito ruim, quando é externado, pode gerar discriminação. E é isso que devemos combater. Porque, se Jesus não cometia discriminação, porque NÓS deveríamos fazê-lo?
Deus sabe de todas as coisas. Ele vê todo ser humano apenas como um ser humano pecador, carente da salvação. Nada mais. Idioma falado, sotaque, nacionalidade, modo de se vestir, opinião, credo, nada disso ele vê como algo que torne as pessoas melhores ou piores umas das outras. Apenas o ser humano e suas atitudes para com Ele e para com o seu próximo é que contam. Se você ama a Deus, obedecendo os seus mandamentos (os quais são BONS pra você a a humanidade), e ama ao seu próximo, não importa o que você é, Deus quer ser seu pai. Basta só que você aceite Ele como seu Senhor e Salvador. Veja o que a Bíblia fala sobre o que Deus pensa sobre as "diferenças":
"E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas". Atos 10:34
"Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas". Deuteronômio 10:17
Fora outros versículos que eu não encontrei no momento...
Enfim, o foco deste artigo é este (vai aí o resumão, pra quem se perdeu neste muro de textos.. heheeh):
1) Preconceito e discriminação são conceitos totalmente diferentes. Enquanto o preconceito pode ser bom ou ruim e é apenas um conceito que se tem sobre algo ou alguém, a discriminação envolve um ato (geralmente errôneo) contra algum tipo de pessoa ou coisa. O que é errado é a discriminação, e não o preconceito, pois todos têm preconceitos em suas mentes!
2) Deus não tem preconceitos, já que sabe todas as coisas. Ele não tem discriminação, pois ama a todos por igual. Tudo o que precisa ser feito é aceitar a Ele como Senhor e Salvador e seu "tipo" de pessoa não importará para ele. E o que for errado nas suas atitudes Ele irá ajudá-lo a corrigir!
É isso. Espero que este texto sirva de edificação pra alguém. Aproveitando o foco deste texto, pretendo continuar este assunto, desta vez focando no termo "homofobia" e o quão errôneamente ele é utilizado (principalmente contra cristãos)! ;)
"Ah, que absurdo! Preconceito!"
"Não devemos ter preconceito contra ninguém"
E coisas do tipo. Entretanto, eu pretendo corrigir algumas falhas frequentes que as pessoas fazem em relação a isso. A primeira:
1) Preconceito não é o que vocês pensam!!!
"Opa, peraí, senhor autor, quer dizer que o senhor vai defender estes malditos preconceituosos e (insira palavrões aqui)???!!!"
De jeito nenhum. Meu artigo vai deixar claro que a posição cristã (e, claro, a MINHA posição) são contra atitudes deste tipo. Porém, o meu ponto neste primeiro trecho do meu artigo é explicar que as pessoas entendem errado o que significa a palavra preconceito. Aliás, em NENHUM destes casos o problema é o preconceito!!!!
Aliás, o que é preconceito? É fácil entender, basta ver como a palavra é formada: "pré" + "conceito" = o que vem antes do conceito. Ou seja, "conceito prévio". Como assim? Explicando em termos, seria um conceito prévio que você tem acerca de alguém ou de alguma coisa!
Eu andei vendo o dicionário Michaelis e a primeira definição dele acerca de "preconceito" se enquadra perfeitamente. Ele diz: "Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados". Ou seja, você não conhece direito a pessoa ou a coisa e forma uma opinião sobre ela, uma opinião, geralmente, infundada. Sim, pode ser uma coisa também, não precisa necessariamente ser "gente". Por exemplo:
Você nunca viu comida japonesa na sua vida. Você chega num restaurante japonês, a convite de um amigo, olha pra todos aqueles pratos e... gera um preconceito sobre eles!!! Você não tem ainda um conhecimento adequado, mas sua mente, por padrão, julga aquilo que você vê, então a sua tendência normal é criar um conhecimento e um conceito (um preconceito) acerca desta comida baseado em seus conceitos anteriores (e, até, em outros preconceitos). Um preconceito típico seria o seguinte:
"O que, peixe cru?? Argh, deve ser horrível!"
Afinal, o "cru" geralmente é associado ao mal cozido, que, convenhamos, não abre muito o apetite de muita gente. Assim sendo, a pessoa, sem sequer ter colocado o sushi na boca, gera um preconceito que provavelmente fará com que ela nunca prove um sushi em toda a sua vida. Aí, vamos supor que você resolveu repensar seu preconceito e experimentar o sushi, pra ver se ele é aquilo que você pensa. Você prova e.. nossa, não era aquilo que você pensava! Aré que é gostoso.. Você, então, adquire um conhecimento adequado sobre o sushi e seu preconceito vai embora... Mas, antes, ele existiu, e isto é inevitável..
Sim, inevitável. A tendência do ser humano é julgar tudo o que vê baseado em seus conceitos e preconceitos, muitas vezes, gerando outros preconceitos. No nosso exemplo, foi um preconceito ruim acerca de um sushi. Mas poderia ser bom. Por exemplo, suponhamos que você viu um bolo de casamento. Você adora bolo, vê aquele bolo todo enfeitado, bonito e já fica com água na boca. Você fica ansioso e acha que aquele bolo vai ser delicioso (mas você não o provou ainda)! Ou seja, você gerou um preconceito positivo sobre o bolo. Mas, aí você prova o bolo e vê que o mesmo é enjoado.. E você percebe que seu preconceito, embora bom, estava errado... E, obviamente, você adquire o conhecimento e pode julgar adequadamente o bolo, já que o provou. É assim com objetos.. e é assim com humanos também!
Com isso, podemos chegar a algumas conclusões:
a) Preconceito pode ser bom ou ruim. Ou seja, o preconceito, em si, não é errado, depende de qual preconceito você pensou/
b) É padrão dos ser humanos gerar preconceitos;
c) Preconceitos são julgamentos e pensamentos INTERNOS das pessoas.
Assim, vamos usar agora uma abordagem com humanos: vamos supor que você tem um preconceito com judeus. Você não conhece nenhum, mas conhece o que a Bíblia diz sobre como os judeus (ops, alguns judeus, pra ser justo) entregaram Jesus pra ser crucificado. Somente isso já causa um impacto em você e você pensa: "Poxa, estes judeus devem ser muito malvados de terem feito isso". E, assim, de repente vai surgindo um preconceito na sua cabeça de que judeus são pessoas ruins.
Entretanto, até agora, você apenas PENSOU isso. Você apenas gerou um preconceito. Até aqui, não passa de um conceito (errado, mas ainda um conceito) criado pela sua cabeça baseado no que voce sabe. Vamos, agora, mostrar o lado errado que as pessoas condenam, mas associam ao preconceito... O vilão, na verdade, é a..
2) Discriminação!!!
Sim, amigos, discriminação. Vamos definir a palavra? Discriminação significa, segundo o dicionário Michaelis, "Tratar de modo preferencial, geralmente com prejuízo para uma das partes.". Ou seja, por exemplo, você tinha aquele preconceito com judeus, até agora estava quieto. Mas, um dia, chegou um judeu no seu local de trabalho. Você, enfurecido, começou a infamar ele, baseado em seus preconceitos, comentando o quanto "aquele judeu" seria uma má influência, o quanto não ia com a cara dele ou, até, pior, você abordou o pobre sujeito de forma ofensiva, xingando e agredindo ele verbalmente. Agora, o que temos aqui? Aquele preconceito que você tinha foi.. externado. Ele foi trazido à tona por você na forma de uma DISCRIMINAÇÃO. Você tratou mal o pobre judeu, que sequer havia se pronunciado até este momento, e discriminou ele. O tratou de "modo preferencial", só que um "preferencial ruim". Apenas por ele ser judeu. Voce não contemplou nenhuma real atitude do judeu, nem ouviu relatos de pessoas que o conhecem de perto, para saber alguma coisa sobre ele. Nisto, meu caro, você errou contra o pobre judeu.
E eis que agora podemos corrigir a falha das pessoas. Sabemos, agora, que preconceito é algo normal e que pode ser bom ou ruim. Sabemos que, um preconceito guardado pra si não machuca ninguém. E sabemos que um preconceito ruim, quando é externado, pode gerar discriminação. E é isso que devemos combater. Porque, se Jesus não cometia discriminação, porque NÓS deveríamos fazê-lo?
Deus sabe de todas as coisas. Ele vê todo ser humano apenas como um ser humano pecador, carente da salvação. Nada mais. Idioma falado, sotaque, nacionalidade, modo de se vestir, opinião, credo, nada disso ele vê como algo que torne as pessoas melhores ou piores umas das outras. Apenas o ser humano e suas atitudes para com Ele e para com o seu próximo é que contam. Se você ama a Deus, obedecendo os seus mandamentos (os quais são BONS pra você a a humanidade), e ama ao seu próximo, não importa o que você é, Deus quer ser seu pai. Basta só que você aceite Ele como seu Senhor e Salvador. Veja o que a Bíblia fala sobre o que Deus pensa sobre as "diferenças":
"E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas". Atos 10:34
"Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas". Deuteronômio 10:17
Fora outros versículos que eu não encontrei no momento...
Enfim, o foco deste artigo é este (vai aí o resumão, pra quem se perdeu neste muro de textos.. heheeh):
1) Preconceito e discriminação são conceitos totalmente diferentes. Enquanto o preconceito pode ser bom ou ruim e é apenas um conceito que se tem sobre algo ou alguém, a discriminação envolve um ato (geralmente errôneo) contra algum tipo de pessoa ou coisa. O que é errado é a discriminação, e não o preconceito, pois todos têm preconceitos em suas mentes!
2) Deus não tem preconceitos, já que sabe todas as coisas. Ele não tem discriminação, pois ama a todos por igual. Tudo o que precisa ser feito é aceitar a Ele como Senhor e Salvador e seu "tipo" de pessoa não importará para ele. E o que for errado nas suas atitudes Ele irá ajudá-lo a corrigir!
É isso. Espero que este texto sirva de edificação pra alguém. Aproveitando o foco deste texto, pretendo continuar este assunto, desta vez focando no termo "homofobia" e o quão errôneamente ele é utilizado (principalmente contra cristãos)! ;)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Passaremos a eternidade apenas cantando???
Uma coisa que é muito falada em muitos lugares (incluindo minha igreja) acerca da nossa eternidade com Cristo é que nós seremos um grande coral, cantando eternamente para Cristo. Muitos alegam que, uma vez que uma de nossas principais funções, a evangelização, não será mais necessária, pois tudo estará cumprido (incluindo o plano de salvação) e não haverá mais necessidade de pregações, então o que nos restará fazer é louvar... Louvar o tempo todo...
Antes de mais nada, não me levem a mal. Eu canto em um coral da minha igreja e gosto disso. Além disso, acho muito bonito os vários corais, especialmente os evangélicos, que existem pelo mundo. Suas apresentações costumam ser bonitas, prazerosas de se ouvir e, porque não dizer, abençoadas (quando são cantados hinos para Cristo). Feito este "adendo", continuarei com o meu ponto...
Antes de mais nada, o que é o louvor? Louvor é nada mais nada menos do que uma forma de se exaltar algo ou alguém, atribuindo-lhe mérito. No caso de um servo de Deus, o louvor é associado (ou deveria ser) a Deus como uma das várias formas de adoração. Sim, adorar e louvar são conceitos distintos: enquanto que louvor é um tipo de adoração, a adoração engloba todas as formas que temos para exaltar a grandeza e superioridade de algo (no caso, de Deus). O louvor é só uma delas...
O louvor é essencialmente associado ao canto, porém ele é muito mais do que isso. Se você escreve uma poesia para Deus, onde você o adora, isto pode ser considerado louvor. Se você faz uma apresentação teatral, reproduzindo, por exemplo, um dos fatos históricos da Bíblia, tendo o cuidado de exaltar a Deus, você (e, teoricamente, todos os atores da peça) está louvando a Deus. Ou seja, o louvor é muito mais amplo do que as pessoas pensam..
Agora, posso chegar aonde queria... As pessoas frequentemente associam a nossa eternidade a um grande coral adorando a Deus. Eu não discordo que passaremos a eternidade adorando a Deus, até porque nós já o fazemos hoje, de forma imperfeita, mas fazemos. Porém, há uma diferença grande entre adorar e louvar e, mesmo no termo louvar, encontramos múltiplas formas de se fazê-lo, sem que necessariamente precisemos cantar algo. Como passaremos a eternidade adorando a Deus, então louvor é apenas uma parte de nossa vida na eternidade. Com certeza tem muito mais coisas a serem realizadas. Porém, em todas nós estaremos adorando a Deus, visto que a Bíblia demonstra como a vida do servo de Deus também serve como adoração a Deus.
Outro ponto que me leva a discordar desta visão é que eu creio em um Deus infinito e todo poderoso. Eu não consigo imaginar Deus, depois de tanto tempo preparando o mundo.. não, o universo para os eventos dos fins dos tempos e a rendenção de seu povo, iria reduzir a vida eterna de seus servos a serem apenas... um grande coral! Como eu disse antes, não tenho nada contra corais, pelo contrário, os admiro, mas, convenhamos, o "currículo" de Deus é extremamente extenso para se reduzir seus planos a algo medíocre como isso. Além disso, um versículo da Bíblia deixa claro que os planos de Deus para a eternidade são MUITO mais extensos do que possamos imaginar:
1 Coríntios 2:9- Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.
Deus está infinitos passos a nossa frente em todas as coisas. Ele sabe tudo e pode tudo. Sabendo disso, podemos imaginar que Deus nos reserva muito mais coisas do que possamos imaginar. O que seriam estas coisas? Não sei, mas um dia saberemos, quando Ele vier nos buscar. Para isso, devemos estar preparados, adorando a Deus de todas as formas que pudermos! :)
Um último ponto a destacar é que o Apocalipse relata que, após os eventos da Grande Tribulação, Deus criará novos céus e nova Terra. Se Deus criará uma nova Terra e, supostamente, iremos morar no "céu", porque ele iria nos deixar apenas cantando no céu para Ele??? Se ele irá recriar a Terra, eu tenho certeza de que Ele tem a intenção de que a Terra seja desfrutada. Por quem? Nós!
Bom, é isso. Espero que este texto possa ter abençoado sua vida e estou aberto a eventuais comentários, desde que sejam construtivos e/ou respeitosos.. :)
Antes de mais nada, não me levem a mal. Eu canto em um coral da minha igreja e gosto disso. Além disso, acho muito bonito os vários corais, especialmente os evangélicos, que existem pelo mundo. Suas apresentações costumam ser bonitas, prazerosas de se ouvir e, porque não dizer, abençoadas (quando são cantados hinos para Cristo). Feito este "adendo", continuarei com o meu ponto...
Antes de mais nada, o que é o louvor? Louvor é nada mais nada menos do que uma forma de se exaltar algo ou alguém, atribuindo-lhe mérito. No caso de um servo de Deus, o louvor é associado (ou deveria ser) a Deus como uma das várias formas de adoração. Sim, adorar e louvar são conceitos distintos: enquanto que louvor é um tipo de adoração, a adoração engloba todas as formas que temos para exaltar a grandeza e superioridade de algo (no caso, de Deus). O louvor é só uma delas...
O louvor é essencialmente associado ao canto, porém ele é muito mais do que isso. Se você escreve uma poesia para Deus, onde você o adora, isto pode ser considerado louvor. Se você faz uma apresentação teatral, reproduzindo, por exemplo, um dos fatos históricos da Bíblia, tendo o cuidado de exaltar a Deus, você (e, teoricamente, todos os atores da peça) está louvando a Deus. Ou seja, o louvor é muito mais amplo do que as pessoas pensam..
Agora, posso chegar aonde queria... As pessoas frequentemente associam a nossa eternidade a um grande coral adorando a Deus. Eu não discordo que passaremos a eternidade adorando a Deus, até porque nós já o fazemos hoje, de forma imperfeita, mas fazemos. Porém, há uma diferença grande entre adorar e louvar e, mesmo no termo louvar, encontramos múltiplas formas de se fazê-lo, sem que necessariamente precisemos cantar algo. Como passaremos a eternidade adorando a Deus, então louvor é apenas uma parte de nossa vida na eternidade. Com certeza tem muito mais coisas a serem realizadas. Porém, em todas nós estaremos adorando a Deus, visto que a Bíblia demonstra como a vida do servo de Deus também serve como adoração a Deus.
Outro ponto que me leva a discordar desta visão é que eu creio em um Deus infinito e todo poderoso. Eu não consigo imaginar Deus, depois de tanto tempo preparando o mundo.. não, o universo para os eventos dos fins dos tempos e a rendenção de seu povo, iria reduzir a vida eterna de seus servos a serem apenas... um grande coral! Como eu disse antes, não tenho nada contra corais, pelo contrário, os admiro, mas, convenhamos, o "currículo" de Deus é extremamente extenso para se reduzir seus planos a algo medíocre como isso. Além disso, um versículo da Bíblia deixa claro que os planos de Deus para a eternidade são MUITO mais extensos do que possamos imaginar:
1 Coríntios 2:9- Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.
Deus está infinitos passos a nossa frente em todas as coisas. Ele sabe tudo e pode tudo. Sabendo disso, podemos imaginar que Deus nos reserva muito mais coisas do que possamos imaginar. O que seriam estas coisas? Não sei, mas um dia saberemos, quando Ele vier nos buscar. Para isso, devemos estar preparados, adorando a Deus de todas as formas que pudermos! :)
Um último ponto a destacar é que o Apocalipse relata que, após os eventos da Grande Tribulação, Deus criará novos céus e nova Terra. Se Deus criará uma nova Terra e, supostamente, iremos morar no "céu", porque ele iria nos deixar apenas cantando no céu para Ele??? Se ele irá recriar a Terra, eu tenho certeza de que Ele tem a intenção de que a Terra seja desfrutada. Por quem? Nós!
Bom, é isso. Espero que este texto possa ter abençoado sua vida e estou aberto a eventuais comentários, desde que sejam construtivos e/ou respeitosos.. :)
Assinar:
Postagens (Atom)